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Simone discute crise do setor sucroalcooleiro em visita a usina

 Conforme a candidata são 70 mil fazendas no país que dependem das usinas e se fecharem geram desemprego no campo. 

Assessoria de Comunicação
04/09/14 às 20h41
Simone durante visita a usina em Dourados (Divulgação)

A crise do setor sucroalcooleiro gerada, entre outros fatores, pela perda da competitividade diante da gasolina, aumento nos custos de produção e endividamento foi destacada pela candidata ao Senado e vice-governadora Simone Tebet (PMDB),  no encontro com trabalhadores de uma usina do município de Dourados. 

 “Quero estar no Senado trabalhando no setor que vocês atuam: o sucroalcooleiro e que está sendo judiado e sacrificado pelo governo federal. As usinas no Brasil estão passando por uma situação difícil - 70 usinas de álcool já fecharam e 30 estão em recuperação judicial para poder garantir o emprego de vocês”, disse Simone Tebet acompanhada do seu primeiro suplente Celso Dal Lago.

Em pelo menos dois anos, o setor de açúcar e etanol perdeu cerca de 60 mil empregos. Conforme a candidata são 70 mil fazendas no país que dependem das usinas e se fecharem geram desemprego no campo. 

“Infelizmente hoje as usinas estão pagando alto preço, não conseguem melhorar o salário de vocês e contratar mais gente porque a política nacional do etanol não permite que elas sobrevivam”, justificou Simone.

Simone declarou que o setor precisa urgente de atenção. “Precisamos de uma política pública eficiente em Brasília sob pena de fecharmos as portas das usinas. Vamos estar lá defendendo o emprego de vocês”, garantiu.

De acordo com a candidata ao Senado, o Brasil conta com 40% de área fértil com produção de apenas 9% do seu território. A ideia é levar a agroindústria para as regiões para aproveitar a riqueza da terra.

 Na usina que Simone Tebet visitou são cerca de 1.500 trabalhadores, entre homens e mulheres, de Dourados e região.  São operadores agrícolas, motoristas e encarregados de campo divididos em três turnos. Por dia é processada no local cerca de 24 mil toneladas de cana-de-açúcar.

Pai de três filhos, o operador de transbordo Osvaldo Rodrigues, de 50 anos, sabe bem o que é uma crise no campo e o desemprego. Há um ano e dois meses está trabalhando na usina em Dourados, mas viu o fechamento das portas de outras em São Paulo, onde trabalhou por pelo menos 30 anos. 

“Sei do que a Simone está falando porque trabalhei em muitas usinas que fecharam. Vi no jeito dela falar, a sua positividade e achei interessante o que ela fez em Três Lagoas. Ela tem 200% de chance de representar a gente no Senado”, avaliou.

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