Apesar de ter tido o seu nome aprovado em convenção, Paulo da Montagem (PSD) não teve o seu nome registrado como candidato a deputado federal. Segundo ele, a vaga foi vendida para um partido de aluguel. "Covardia o que fizeram com a vaga de federal solicitada pelos trabalhadores das indústrias de Três Lagoas; puxaram nosso tapete", protestou.
De acordo com Paulo, Antônio João, presidente regional do partido deu a sua palavra, na frente de varias testemunhas, que a vaga seria dele. "Fez pior que com o Guerreiro [Ângelo Guerreiro] na eleição passada",comparou. Dizendo ter trabalhado "feito doido" na pré-candidatura, ele reclama que apesar de ter passado na convenção, a pedido de políticos tradicionais a candidatura de um operário foi retirada. "Se não cumpriu a palavra com a gente antes de ser senador da República, imagina se chegar a ser", questionou.
Ainda segundo Paulo, desde inicio o presidente teve o PSD como um partido de aluguel. "Tentou vender ao Delcidio, não conseguiu; tentou vender ao Nelsinho, não conseguiu, fez acordo com o PSDB e desprezou a base. Vendeu nossas vagas a partidos em troca de tempo de televisão e outros benefícios pessoais", acusou.
Por fim, diz que havia sido avisado que isso poderia acontecer, mas que acabou não acreditando, uma vez havia uma palavra empenhada. "Santa ingenuidade a nossa. Politicagem porca que não merece respeito de nenhum eleitor", emenda, e finaliza: "Que roubada que nós entramos; tantos partidos sérios nos chamaram para filiar (...). Trabalho de um ano, da filiação até a convenção, tudo perdido, varias pessoas envolvidas, para a gente ser VENDIDO a políticos sem escrúpulos".