O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) marcou a audiência de instrução e julgamento, no dia 27 de novembro deste ano, do prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP). Ele, mais dois réus e 29 testemunhas serão ouvidos a respeito da investigação do caso de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O julgamento foi marcado pelo desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva.
Olarte e o ex-assessor do município, Ronan Edson Feitosa de Lima, investigado por corrupção passiva, e Luiz Márcio dos Santos Feliciano, por lavagem de dinheiro, também prestam depoimento no mesmo dia, a partir das 9h.
Entre a lista de testemunhas estão o ex-governadorAndré Puccinelli (PMDB), a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) e o presidente afastado da Câmara Municipal vereador Mario Cesar (PMDB). O atual prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) e o ex-prefeito Nelson Trad Filho (PTB) e o ex-secretário de Governo na gestão Olarte, Rodrigo Gonçalves Pimentel.
O promotor do Gaeco, Marcos Alex Vera de Oliveira, que deflagrou a operação Coffee Break, que investiga a interferência e suposto pagamento de proprina do empresário João Amorim, dono da Proteco Construções Ltda e de Gilmar Olarte na votação em que os vereadores cassaram o prefeitoAlcides Bernal (PP), também será ouvido.
Segundo a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), as provas coletadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) comprovam que houve corrupção e lavagem de dinheiro. Ainda conforme as investigações, durante a campanha eleitoral de 2012, o prefeito e Ronan trocaram cheques em branco para “bancar viagens ao interior” e “para fazer contatos”.
Só uma das vítimas repassou 25 folhas de cheques em branco. O prejuízo total, conforme o Gaeco, chegou a aproximadamente R$ 1 milhão. O caso ganho repercussão nacional ao ser tema de reportagem do programa Fantástico da TV Globo em 17 de maio deste ano. Foram oito mil gravações telefônicas feitas pelo Gaeco.