Um vídeo publicado no Facebook pelo vereador Gil do Jupiá (PSB), que teria sido editado para denegrir a imagem de vereadores situacionistas, foi o estopim para debates acirrados na sessão da última terça-feira (10) na Câmara de Três Lagoas.
Vários vereadores da base foram à tribuna para criticar a falta de companheirismo dos vereadores Gil e Jorge Martinho (PSB). Alguns, inclusive, cobraram providências do presidente Jorginho do Gás (PSDB).
Marisa Rocha (PSB), por exemplo, disse que não é cachorra para usar coleira e garantiu que não tem rabo preso com ninguém e que há vereadores que fazem do plenário um picadeiro de circo. Já o Apóstolo Ivanildo (PSB) acusou os colegas de politicagem. A crítica foi devido ao fato de os vereadores da base terem votado contra requerimento de Gil e Jorge que pedia informações à prefeita Márcia Moura (PMDB)
Um dos mais exaltados, entretanto, foi o peemedebista Tonhão, que diz ter rejeitado os requerimentos porque eles eram repetidos e já teriam sido respondidos.
“Não admito falta de respeito por parte de alguns colegas e da população”, disse o vereador, acusando os dois de fazerem politicagem na tribuna.
Depois de reclamar que as publicações arrebentaram com a sua imagem, Tonhão também disse não ter rabo preso com ninguém e que a população tem que se informar sobre o trabalho de cada vereador. “Tem que ver que projeto ele realizou, o que ele fez de eficaz para a cidade, porque ficar só criticando não se chega a lugar nenhum”, diz.
Falando diretamente ao vereador Gil, Tonhão diz: “quero que ele prove a questão de rabo preso, de coleira e de puxão de orelha [que a base teria levado da prefeita] e todas as outras coisas”.
Afirmando que a democracia lhe permite votar a favor ou rejeitar qualquer matéria, Tonhão diz que os referidos vereadores não são os mais indicados para criticar o seu comportamento. “Ninguém aqui é dono da verdade ou o paladino da moralidade para me ensinar política e, apesar da pouca idade, tenho mais mandato que os dois juntos e isso eles tem que me respeitar”, finaliza, acusando-os de querer jogar a base contra a população.