Para que a prefeita Márcia Moura (PMDB) termine bem os 15 meses de mandato que ainda lhe restam, a receita do vereador Tonhão (PMDB) é que ela mude, em parte, a sua maneira de administrar e que aplique um choque de gestão nos vereadores que são da base, mas que constantemente votam contra os interesses da administração municipal. “Ela [a prefeita] precisa reagir; ter uma conversa séria com os vereadores e também ouvir o que eles têm para falar”, pondera.
Tonhão também defende que a prefeita nomeie um novo líder na Câmara, mas já avisa que não pretende ocupar o cargo. Sem o líder, segundo ele, seria necessário ter alguém da Prefeitura fazendo as articulações políticas. “Do jeito que está vai chegar o dia em que as coisas vão ficar insustentáveis”, prevê, corroborando com a recente entrevista concedida ao Hojemais pelo ex-vereador Rialino (PMDB) que disse haver falta de articulação da base da prefeita na Câmara.
“Alguns vereadores cujo partido tem secretaria na administração, têm assessores e diretores de departamentos e não entendem o real significado do que é ser base e do que é ser oposição”, critica, afirmando que existem vários em tal situação, que no momento em que o Executivo mais precisa, não acompanham o que é pedido. “Com isso, eles acabam não sendo da base”, diz, afirmando que teve amargas experiências por conta disto durante os quatro anos, dois meses e dez dias em que foi líder da prefeita Márcia Moura. “Em várias ocasiões, tive de tirar projetos de pauta para não perder, por conta da mudança de posicionamento de vereadores”, recorda-se, afirmando que nunca mudou de lado, mesmo diante das dificuldades.
Para o vereador, a atitude rebelde de alguns vereadores pode ser por conta da crise econômica nacional que reflete no município, pela baixa popularidade da prefeita ou por estar faltando um ano para as eleições e alguns estejam pensando em mudar de lado.