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Anvisa libera uso de novo remédio para esclerose múltipla

Medicamento Briumvi é indicado para adultos com formas recorrentes da doença.

Thais Constantino  - Hoje Mais Três Lagoas 
24/04/26 às 12h57
Divulgação | Reprodução

Uma nova alternativa de tratamento para esclerose múltipla no Brasil foi autorizada pela Anvisa . O registro do medicamento Briumvi ® (ublituximabe) foi publicado na última quarta-feira (22 de abril), ampliando as opções terapêuticas para pacientes diagnosticados com a doença.

A esclerose múltipla (EM) é uma enfermidade crônica, inflamatória, autoimune e neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso central, incluindo cérebro e medula espinhal. A condição ocorre, principalmente, devido à destruição da mielina , substância responsável por proteger os neurônios. Esse processo está ligado a uma resposta inadequada do sistema imunológico, em que células de defesa, especialmente os linfócitos B , contribuem para a inflamação e para o surgimento de lesões no tecido nervoso, levando à progressiva perda de funções neurológicas.

O Briumvi® é indicado para o tratamento de adultos com formas recorrentes da doença. Seu princípio ativo, o ublituximabe , é um anticorpo monoclonal que atua ao se ligar à proteína CD20 , presente na superfície dos linfócitos B. Essas células têm papel central na progressão da EM, pois atacam a bainha protetora dos nervos. Ao reduzir a atividade desses linfócitos, o medicamento ajuda a diminuir as crises e a evolução da doença .

Considerada uma doença rara , a esclerose múltipla atinge cerca de 2,9 milhões de pessoas no mundo e aproximadamente 40 mil brasileiros . A origem da doença ainda não é totalmente conhecida, mas envolve a combinação de fatores genéticos e ambientais. A EM é mais frequente em adultos jovens, geralmente entre 20 e 50 anos , com maior incidência por volta dos 30 anos, sendo cerca de duas vezes mais comum em mulheres .

Os sintomas podem variar bastante e incluem fadiga intensa, fraqueza muscular, dificuldades de equilíbrio e coordenação, dores, depressão e alterações no controle urinário e intestinal . A progressão também é variável: enquanto alguns pacientes apresentam poucos impactos ao longo da vida, outros podem desenvolver limitações mais severas.

 

Embora ainda não exista cura, os tratamentos disponíveis têm como objetivo controlar a atividade inflamatória e retardar a progressão da doença , contribuindo para a qualidade de vida dos pacientes. Devido ao seu impacto funcional e social, a esclerose múltipla é considerada uma das principais causas de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens .

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