O Ministério da Saúde iniciou a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS) . A mudança contempla pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 .
Até esta terça-feira (21), o governo federal já havia distribuído cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todas as regiões do país. Em Pernambuco, por exemplo, serão entregues 20.563 tubetes do medicamento e 5.618 canetas reutilizáveis para aplicação. Os dispositivos deverão chegar aos estados nos próximos dias.
Medicamento moderno e de ação prolongada
A insulina glargina é considerada uma opção terapêutica mais moderna por apresentar ação prolongada. Em grande parte dos casos, ela permite apenas uma aplicação por dia , enquanto outros tratamentos podem exigir até três aplicações diárias .
O acesso ao medicamento dependerá de avaliação clínica e prescrição médica , sendo a distribuição realizada pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o país.
Além de reduzir o número de aplicações, o tratamento proporciona um controle mais estável da glicemia , diminui o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão dos pacientes ao tratamento, aumentando a segurança e a qualidade de vida.
Distribuição para todos os estados
A expectativa do Ministério da Saúde é que todos os estados recebam os insumos até o fim deste mês.
A substituição da insulina faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) , iniciativa que permite a produção nacional da insulina glargina e fortalece os estoques estratégicos do medicamento para abastecer o SUS.
Como ter acesso à insulina glargina
Para solicitar a troca da insulina NPH pela insulina glargina , o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, apresentando a receita médica devidamente emitida e carimbada .
No caso de crianças e adolescentes que fazem parte do público contemplado, pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a substituição do tratamento.
Após o atendimento, uma equipe multiprofissional fará o acolhimento e avaliará as condições clínicas do paciente para verificar a possibilidade da transição para o novo medicamento.
Além da entrega da insulina, os usuários receberão orientações sobre a técnica correta de aplicação, armazenamento do medicamento e demais cuidados necessários durante o tratamento.
O SUS também fornecerá uma caneta reutilizável , com validade de três anos , além das agulhas necessárias para a administração da insulina.
Segundo o Ministério da Saúde, a substituição está sendo implantada de forma gradual na Atenção Primária à Saúde em todo o Brasil, garantindo segurança durante a mudança do tratamento.
Com Informações: Ministério da Saúde.
