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Insulina glargina chega ao SUS

Novo tratamento permite menos aplicações e melhora o controle da glicemia em pacientes elegíveis

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas 
22/07/26 às 11h43
Insulina glargina chega ao SUS Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde iniciou a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS) . A mudança contempla pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 .

Até esta terça-feira (21), o governo federal já havia distribuído cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todas as regiões do país. Em Pernambuco, por exemplo, serão entregues 20.563 tubetes do medicamento e 5.618 canetas reutilizáveis para aplicação. Os dispositivos deverão chegar aos estados nos próximos dias.

Medicamento moderno e de ação prolongada

A insulina glargina é considerada uma opção terapêutica mais moderna por apresentar ação prolongada. Em grande parte dos casos, ela permite apenas uma aplicação por dia , enquanto outros tratamentos podem exigir até três aplicações diárias .

O acesso ao medicamento dependerá de avaliação clínica e prescrição médica , sendo a distribuição realizada pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o país.

Além de reduzir o número de aplicações, o tratamento proporciona um controle mais estável da glicemia , diminui o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão dos pacientes ao tratamento, aumentando a segurança e a qualidade de vida.

Distribuição para todos os estados

A expectativa do Ministério da Saúde é que todos os estados recebam os insumos até o fim deste mês.

A substituição da insulina faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) , iniciativa que permite a produção nacional da insulina glargina e fortalece os estoques estratégicos do medicamento para abastecer o SUS.

Como ter acesso à insulina glargina

Para solicitar a troca da insulina NPH pela insulina glargina , o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, apresentando a receita médica devidamente emitida e carimbada .

No caso de crianças e adolescentes que fazem parte do público contemplado, pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a substituição do tratamento.

Após o atendimento, uma equipe multiprofissional fará o acolhimento e avaliará as condições clínicas do paciente para verificar a possibilidade da transição para o novo medicamento.

Além da entrega da insulina, os usuários receberão orientações sobre a técnica correta de aplicação, armazenamento do medicamento e demais cuidados necessários durante o tratamento.

O SUS também fornecerá uma caneta reutilizável , com validade de três anos , além das agulhas necessárias para a administração da insulina.

Segundo o Ministério da Saúde, a substituição está sendo implantada de forma gradual na Atenção Primária à Saúde em todo o Brasil, garantindo segurança durante a mudança do tratamento.

 

Com Informações: Ministério da Saúde.

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