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Mato Grosso do Sul soma 34 casos e 8 mortes por meningite em 2026

As mortes foram registradas em três municípios: seis em Campo Grande, uma em Corumbá e uma em Dourados.

Da Redação
18/05/26 às 10h52
Reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) afirmou que os registros recentes de meningite no Estado não configuram surto, apesar do número de casos confirmados neste ano. Segundo o órgão, não há, até o momento, evidência de vínculo epidemiológico entre os pacientes — condição necessária para caracterizar a situação como surto.

 Dados atualizados até a Semana Epidemiológica 17 de 2026 apontam 34 casos confirmados da doença e 8 mortes em Mato Grosso do Sul. As ocorrências envolvem diferentes agentes etiológicos, como vírus, bactérias e fungos, e seguem sendo acompanhadas pelas equipes de vigilância em saúde.

 As mortes foram registradas em três municípios: seis em Campo Grande, uma em Corumbá e uma em Dourados. Conforme informações preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), três óbitos foram causados por meningite bacteriana, três por meningite pneumocócica, um por fungos e um ainda não teve a etiologia especificada.

 Apesar dos registros, a SES destaca que o cenário permanece dentro do padrão epidemiológico esperado. Nos últimos anos, o Estado contabilizou 134 casos em 2022, 132 em 2023, 131 em 2024 e 115 em 2025, mantendo estabilidade no número de ocorrências.

 Vigilância e resposta

 De acordo com a Secretaria, os casos atuais são considerados isolados, sem indícios de transmissão direta. Ainda assim, medidas como investigação epidemiológica, notificação imediata e monitoramento de contatos seguem sendo aplicadas.

 O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, reforçou a necessidade de atenção contínua. “Embora não haja surto, é fundamental manter a vigilância ativa e garantir que os serviços de saúde estejam preparados para agir rapidamente diante de novos casos”, afirmou.

 Prevenção e orientação

 A SES também intensificou a emissão de alertas técnicos com o objetivo de orientar profissionais da rede pública e privada sobre a identificação precoce da doença. Para a coordenadora de imunização, Ana Paula Goldfinger, a estratégia fortalece a capacidade de resposta.

 “O acesso à informação qualificada permite reconhecer sintomas com mais rapidez e iniciar o tratamento adequado, o que pode reduzir complicações e salvar vidas”, explicou.

 Ela ressaltou que a iniciativa não tem caráter alarmista, mas preventivo, contribuindo para a organização dos serviços de saúde.

 Vacinação e sintomas

 A Secretaria reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra as meningites bacterianas. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente imunizantes previstos no calendário nacional, incluindo BCG, pentavalente, pneumocócica e meningocócica.

 A doença é transmitida, principalmente, por gotículas respiratórias, o que exige cuidados em ambientes compartilhados.

 Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sensibilidade à luz, manchas na pele e alterações no nível de consciência. Diante desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediato.

 Monitoramento contínuo

 A SES reforça que a situação segue sob monitoramento rigoroso em todo o Estado. As ações de vigilância foram intensificadas, com acompanhamento permanente dos casos e suporte à rede de atendimento.

 “O foco é garantir resposta rápida e eficaz, com base em informação qualificada. Seguimos atentos e atuando para proteger a população”, concluiu Maurício Simões.

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