No Dia Nacional da Infância , celebrado nesta segunda-feira (24), o Ministério da Saúde destaca a importância dos cuidados durante os primeiros anos de vida para promover saúde, prevenir doenças e reduzir desigualdades. No Sistema Único de Saúde (SUS) , a atenção à criança começa ainda durante a gestação e acompanha diferentes etapas do desenvolvimento.
O cuidado inclui pré-natal, assistência ao parto e ao recém-nascido, vacinação, aleitamento materno, consultas, acompanhamento de peso e altura, avaliação do desenvolvimento, visitas domiciliares e orientação às famílias .
Cuidados na primeira infância
Os indicadores de saúde mostram avanços importantes. A mortalidade neonatal caiu cerca de 23% em dez anos , passando de aproximadamente 9,9 óbitos por mil nascidos vivos em 2014 para 7,62 em 2024.
O aleitamento materno também alcançou seu maior índice da série histórica em 2024 e 2025. Segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), 57% dos bebês de até seis meses acompanhados pela Atenção Primária estavam em aleitamento materno exclusivo .
A vacinação infantil apresentou evolução semelhante. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o número de crianças que não receberam nenhuma dose das vacinas básicas caiu de 360 mil, em 2023, para cerca de 50 mil, em 2025, uma redução de aproximadamente 86%.
O Brasil também deixou a lista dos 20 países com maior número de crianças consideradas dose zero. Entre 2019 e 2025, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice bacteriana cresceu 19 pontos percentuais, o segundo maior avanço entre os países analisados.
Os resultados estão relacionados a ações de pré-natal, assistência ao parto e ao recém-nascido, vacinação, amamentação, nutrição e fortalecimento da Atenção Primária .
Acompanhamento começa nos primeiros dias
Para o Ministério da Saúde, garantir a sobrevivência da criança não é suficiente. Também é necessário oferecer condições para que ela cresça, aprenda, brinque, desenvolva vínculos e habilidades.
A primeira infância é marcada por transformações importantes e representa uma etapa fundamental para o desenvolvimento da linguagem, das funções cognitivas, das relações emocionais e sociais e da saúde ao longo da vida.
Na Atenção Primária, a recomendação é que a criança tenha a primeira consulta até o 30º dia de vida , pelo menos nove consultas e nove registros de peso e altura até completar dois anos. Também estão previstas duas visitas domiciliares de agentes comunitários de saúde nos primeiros seis meses, além do cumprimento do calendário de vacinação.
O acompanhamento permite identificar precocemente possíveis problemas e contribuir para o desenvolvimento adequado.
Caderneta acompanha a criança até os 9 anos
Entregue ainda na maternidade, a Caderneta da Criança – Passaporte da Cidadania acompanha a criança até os nove anos. O documento reúne informações sobre vacinação, crescimento, desenvolvimento, alimentação, saúde bucal e prevenção de acidentes e violências.
A versão digital, disponível integrada ao Meu SUS Digital , já ultrapassou 3,5 milhões de acessos. Em 2024, foram distribuídas mais de 6,5 milhões de cadernetas impressas. No ano seguinte, foram quase 4,9 milhões.
SUS atua para reduzir desigualdades
O Brasil tem mais de 18 milhões de crianças entre 0 e 6 anos . Em outubro de 2023, mais de 10 milhões estavam inscritas no Cadastro Único, o equivalente a 55,4% da população dessa idade registrada no Censo de 2022.
O Ministério da Saúde destaca a necessidade de atenção especial às crianças em situação de pobreza e insegurança alimentar, além de crianças negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e pertencentes a outros povos e comunidades tradicionais .
Para reduzir essas diferenças, o SUS vem ampliando ações de territorialização e busca ativa, visitas domiciliares, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e articulação entre diferentes setores.
