O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem ganhado atenção e vem sendo desmistificado ao longo dos últimos anos, o que facilita o diagnóstico e o tratamento. No entanto, um aspecto que precisa ser explorado é o TEA em adultos e como o diagnóstico tardio pode melhorar a vida cotidiana. O autismo é comumente associado a crianças, mas muitos adultos também vivem com essa condição sem saber.
Ao Hojemais Três Lagoas, os psiquiatras Dra. Larissa Ormeneze (CRM/MS – 9376) e o Dr. Eder Caloi (CRM/MS – 9374), do Instituto Dalí, compartilham como compreender e diagnosticar o TEA em adultos e a importância do acompanhamento profissional durante esse processo.
Segundo os profissionais, o autismo é uma condição do neurodesenvolvimento que pode se manifestar no comportamento, linguagem, comunicação e interação. As estimativas são de que ao menos dois milhões de crianças são afetadas por esse transtorno.
Quais os sinais em adultos?
Os sintomas e os sinais são características que podem variar de acordo com cada caso, mas os sinais mais encontrados em adultos são as dificuldades de interação social e comunicação. Muitas pessoas com TEA têm interesses intensos e focados em tópicos específicos e podem se engajar em comportamentos repetitivos.
Pode haver dificuldades em compreender normas sociais, resultando em problemas para fazer e manter amizades, além de sensibilidade a luzes, sons e certas texturas.
“É importante lembrar que muitos adultos no espectro autista podem ser adultos funcionais e conseguir se adaptar a diferentes situações, mascarando os sintomas. Isso pode, inclusive, complicar no momento do diagnóstico. Mesmo assim, suas capacidades sociais podem apresentar alguns sinais” – afirmam.
Demais comportamentos associados ao TEA são:
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necessidade de ter rotina controlada
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reações extremas a estímulos sensoriais
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habilidades motoras diferentes
Diagnóstico e nova realidade:
Diagnosticar o TEA em adultos
requer uma abordagem multidisciplinar aprofundada que inclui a avaliação clínica detalhada, muitas vezes realizada por profissionais de saúde mental especializados em autismo. Muitos sintomas estão associados e podem ser confundidos com os do transtorno de ansiedade e de déficit de atenção e hiperatividade. São avaliados os históricos clínicos, é feita uma avaliação psicológica e uma observação de comportamentos, os textos genéticos também são uma opção, porém não são tão significativos para pacientes adultos.
“O diagnóstico tardio do autismo pode proporcionar um alívio significativo para muitos, pois ajuda a explicar desafios e a desenvolver estratégias de enfrentamento mais eficazes. O conhecimento permite que os indivíduos e suas famílias compreendam melhor o TEA e busquem apoio adequado.” – refletem.
A Dra. Larissa Ormeneze e o Dr. Eder Caloi ressaltam a importância do acompanhamento profissional para adultos diagnosticados com TEA. O suporte de uma equipe especializada pode ajudar na elaboração de estratégias personalizadas para lidar com os desafios diários, melhorar a qualidade de vida e promover a inclusão social.
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