Neste mês da Conscientização do Autismo, o tema ganha destaque, revelando como é relevante nos mais diversos âmbitos, incluindo a medicina, a família e o meio escolar. Como profissionais da saúde e também pais de autistas, os médicos Dr. Eder Caloi, Dra. Larissa Ormeneze e Dra. Carolina Trevisan compartilharam com o Hojemais, nesta terça-feira (16), parte de sua experiência e conhecimentos.
O diagnóstico do transtorno do espectro autista pode vir à tona tanto durante a infância quanto na vida adulta. Segundo a Dra. Larissa Ormeneze, muitas vezes, antes mesmo de um ano de idade já é possível ter alguns sinais bem precoces no bebê, como ausência ou redução de contato visual, ou algum outro tipo de atraso.
Quanto ao diagnóstico na vida adulta, este vem, segundo o Dr. Eder Caloi, quase que como uma “sensação de libertação, compreendendo melhor as limitações que a pessoa pode ter tido enquanto criança”. Isso ocorre porque, há alguns anos atrás, segundo a Dra. Carolina Trevisan, nem tudo era englobado dentro do transtorno do espectro autista.
Sobre o tratamento, tanto as terapias quanto as medicações, são alvos de muitas teorias, mas, segundo os médicos, não existem fórmulas mágicas, devendo cada forma de tratamento responder à individualidade de cada caso.
O que realmente é necessário, segundo a Dra. Larissa Ormeneze, é o amor. “O diagnóstico não é uma sentença, mas precisamos de fôlego, amor e carinho para poder dar o que eles precisam", afirmou ao Hojemais.
