A retomada do julgamento que pode descriminalizar o aborto até a 12ª semana da gestação não foi pautada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, para as sessões remanescentes de outubro. A medida controversa gera diversos debates, inclusive em Três Lagoas.
Com o objetivo de se posicionar contra a descriminalização do aborto, o Conselho de Pastores de Três Lagoas/MS, juntamente com a Igreja Católica Apostólica Romana do município, promovem um abaixo-assinado contra a prática. A medida, segundo o bispo Dom Luis Knupp, reflete a opinião da população brasileira. "Nós entendemos que o aborto não é consenso da população brasileira, e muito menos para nós cristãos", afirmou o bispo.
De acordo com Knupp, o aborto não se trata apenas da prática, mas da banalização da vida. Segundo o líder religioso, a humanidade tem perdido a sensibilidade pelo outro, desenvolvendo o que ele chama de uma "ditadura do prazer, do interesse pessoal", negligenciando a existência alheia.
Para o entrevistado, tal movimento também aparece nas guerras recentes que, para ele, demonstram "como o ser humano é capaz de colocar em segundo plano a vida e o planeta" para promover seus próprios interesses.
Dessa forma, no dia 20 de outubro, a partir das 20h, acontecerá um movimento na praça Ramez Tebet em Três Lagoas, contra o aborto. O objetivo é apresentar os motivos e argumentos, nas mais diversas áreas, desse posicionamento, com base em "argumentos teológicos, morais e constitucionais", afirmou Knupp.
