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UFMS continua em greve por tempo indeterminado

Após rejeitar proposta do Governo, nova reunião deve ocorrer no dia 11

Da redação - Hojemais Três Lagoas
04/06/24 às 16h46
Imagem: Divulgação

Após quase três meses de greve, administrativos e docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul continuam reivindicando seus direitos, junto a outras instituições em todo o Brasil. Durante o período, diversas ações abertas foram promovidas, e uma proposta do Governo Federal foi rejeitada.

Em entrevista ao Hojemais, Lucas Bucato, técnico administrativo da UFMS, afirmou que a greve deve permanecer por tempo indeterminado. Segundo ele, a última proposta do Governo Federal foi rejeitada em âmbito nacional porque “não apresenta nenhum reajuste para 2024, o que deixa muitos servidores em situação de penúria salarial, sendo que as outras categorias de carreira tiveram reajustes grandes em 2024, mas a educação não”.

Em Três Lagoas, a proposta feita ao comando de greve foi de “amplificar a pressão sobre o governo, mas não só sobre o Ministério da Gestão. Nós precisamos pressionar o Ministério do Planejamento e o Ministério da Economia, que são os responsáveis pelos orçamentos”, defendeu o técnico. Tal proposta, de acordo com o entrevistado, “foi aprovada em assembleia como sugestão de mobilização e está sendo analisada pelos comandos de greve”.

Segundo Bucato, o Governo Federal encaminhou um e-mail ao Comando Nacional de Greve, indicando ter uma mesa agendada para o dia 11 de junho em Brasília, a fim de se discutir uma nova proposta a ser apresentada pelo governo. “O que pudermos dialogar de forma que contemple toda a classe dos servidores da educação federal, vamos dialogar com o governo, desde que seja uma proposta justa. Afinal, já são oito anos de achatamento salarial, então é preciso avanço nessas questões.”

Em Três Lagoas, a Universidade Federal encontra-se em greve desde o dia 14 de março, havendo instituições que aderiram depois à causa. Bucato afirma existir a proposta de “sensibilizar os parlamentares locais, porque eles acabam tendo interlocução com os parlamentares a nível federal, para ajudar na defesa do serviço público de qualidade”.

Após quase três meses de paralisação, as negociações continuam a fim de encontrar uma melhor solução que atenda aos interesses dos servidores federais de educação.

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