Ciência e Tecnologia

Biomimética e computação bioinspirada

"A ideia é construírem robôs que ajudem a realizar com mais precisão e segurança trabalhos que apresentem mais perigo para os humanos"

Cássio Betine*
05/09/21 às 19h00

Pesquisadores de um programa de inovação da União Europeia, procuram soluções robóticas inspirados na tromba do elefante para melhorar o desempenho dos robôs e aperfeiçoar os materiais utilizados na sua construção.

Intrigados pela delicadeza e ao mesmo tempo robustez do membro, que pode pegar uma única folha de grama como também levantar um peso de até 150kg, esses cientistas foram a fundo nos estudos e já estão desenvolvendo soluções que poderão servir num futuro próximo.

Segundo Michael Milinkovitch, professor de física da biologia da Universidade de Genebra, na Suíça, “os robôs clássicos são extremamente bons para realizar uma tarefa específica para a qual foram projetados, mas se você quiser que o robô faça algo um pouco diferente, ele vai falhar terrivelmente. Enquanto os seres orgânicos foram otimizados para versatilidade”.

A ideia é construírem robôs que ajudem a realizar com mais precisão e segurança trabalhos que apresentem mais perigo para os humanos, onde poderão ser empregados em operações de busca e resgate ou até mesmo na área da saúde, podendo ajudar pessoas idosas com dificuldade de locomoção a realizarem suas tarefas sem machucá-las. 

É de longe que os seres orgânicos e a natureza inspiram muitos artistas e cientistas na busca de ferramentas e soluções para o mundo e para a própria civilização. 

(Foto: Divulgação)

A biomimética, por exemplo, é uma área que estuda os princípios criativos e estratégias da natureza, afere resultados nos modos para o cultivo de alimentos, produção de materiais, geração de energia, procedimentos de cura, criação de instrumentos adaptativos, armazenamento de informações e outros processos que sejam sustentáveis, adaptáveis e utilizem energia livre integrando os organismos dentro do processo.

E a computação bioinspirada, que é o caso desse exemplo da tromba do elefante, já rendeu muitas inovações que usamos até hoje, entre elas o sonar, inspirado nos morcegos; o velcro, inspirados em plantas; os aviões, inspirados nos pássaros, submarinos, inspirados nos peixes, e tantas outros, tudo decorrente dos sistemas orgânicos.

Estamos vivendo num momento em que essas metodologias existentes há tempos, somada aos avanços da inteligência artificial – que cresce em progressão geométrica - , podem promover inovações fantásticas, e ao mesmo tempo assustadoras, tendo em conta a soma da potencialização física e cerebral das máquinas. 

Que venham os humanoides.

(Foto: Divulgação)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos.

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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