Ciência e Tecnologia

Bionicook 

"(...) a lanchonete biônica já existe, e o mais legal, é totalmente brasileira"

Cássio Betine*
12/09/21 às 18h00
(Foto: Divulgação)

Bionicook, isso mesmo; na tradução: cozinha biônica. Você teria algum problema em comer um lanche preparado e entregue por um robô? Pois é, se tem algum problema com isso, vai se acostumando, pois a lanchonete biônica já existe, e o mais legal, é totalmente brasileira.

Um empresário brasileiro, do ramo automotivo, percebeu que queria empreender há cerca de oito anos num negócio novo, diferente. Depois de muitas pesquisas, ele decidiu criar um negócio no ramo de alimentação, e buscava um diferencial em relação ao que já era oferecido pelo mercado.

A inspiração dele veio quando ele viu um robô manipulando o motor de um caminhão e pensou o que essas máquinas poderiam fazer no ramo que escolheu para empreender.

No início, para poder validar sua ideia, Fabio Rezler (é o nome do empreendedor), importou robôs de uma das maiores e melhores fabricas do mundo, a alemã Kuka. Deu certo, e hoje tudo já é fabricado aqui mesmo no Brasil, especificamente em Caxias do Sul, lá no Rio Grande do Sul.

Para muitos do setor gastronômico, robôs manipulando comida pode parecer um tanto quanto estranho, mas segundo Rezler, a parte da confecção dos alimentos continua com as mãos talentosas dos humanos e que também, seus robôs não vão tirar emprego das pessoas, ao contrário, vão gerar novas oportunidades, pois eles têm o objetivo de realizar somente os trabalhos repetitivos, cansativos e perigosos.

Ainda segundo Fábio, a célula robotizada no fast food traz um novo conceito que, na outra ponta, gera outras tarefas que só podem ser executadas por pessoas, como a fabricação dos lanches congelados, assistência técnica, reabastecimento, limpeza das máquinas, suporte 24 horas e logística por exemplo, inclusive há pessoas até para orientar os consumidores a utilizarem a loja.

Já há uma unidade em pleno funcionamento no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e a ideia é expandir para 280 unidades nos próximos anos, inclusive no exterior.

Vale completar que pesquisadores de renomadas instituições estão estudando o comportamento e as relações entre humanos e as máquinas e já concluíram que robôs com aparência e comportamento mais humanizados podem tranquilizar os consumidores.

Então, se um dia você parar em frente a uma dessas lojas, relaxe, peça seu lanche e agradeça o robô com educação, vai que ele fica magoado, né?

Bom apetite!

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos.

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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