Ciência e Tecnologia

Como a internet de quinta geração (5G) pode ajudar efetivamente a indústria?

"Imagine você 'puxar' a rede de dados do seu celular para assistir um vídeo no seu notebook ou smart tv porque a conexão está mais rápida e estável do que o serviço de wi-fi?"

Cássio Betine*
29/08/21 às 17h05

Segundo especialistas da Accenture – uma das maiores empresas de consultoria do mundo - , três moedas dessa da tecnologia 5G serão as responsáveis pelas principais mudanças no setor. Moeda é a terminologia adotada pela empresa para classificar os diferenciais de um negócio ou produto e, nesse caso, a internet 5G.

Essa nova geração da internet será bem diferente da que estamos acostumados atualmente. Estamos falando dos dados móveis, que quando usamos, consome um absurdo de bateria do smartphone e tem picos de sinal que comprometem a comunicação. Na 5G, isso não será mais problema. Essa transição de dados será mais rápida e mais potente que os melhores sinais de fibra ótica que usamos hoje.

Imagine você “puxar” a rede de dados do seu celular para assistir um vídeo no seu notebook ou smart tv porque a conexão está mais rápida e estável do que o serviço de wi-fi?

Entre todos os benefícios que ela trará para comunicação de dados, a consultoria selecionou três moedas que impactarão fortemente na área produtiva do setor industrial.

A primeira é a velocidade, que pode ser 100 vezes mais rápida que a atual. E isso permitirá, por exemplo, que a indústria use câmeras de altíssima resolução para analisar vídeos e imagens em tempo real e que, quando associadas a uma IA (inteligência artificial), poderão tomar decisões instantâneas, podendo reduzir acidentes ou interrupções no processo de produção.

(Foto: Banco de imagem)

A segunda moeda é a conexão massiva de dispositivos que permitirá que mais de 1 milhão deles sejam conectados ao mesmo tempo por km quadrado (é cerca de 10 vezes mais que a melhor conexão a cabo que temos hoje em dia). Isso permitirá a integração de unidades fabris, seja lá onde estiverem, e conecta-las entre si como se fosse uma linha de montagem no mesmo local.

Por fim, a baixa latência. “Ela permitirá que soluções robustas e confiáveis tornem o processo mais eficaz, veloz e automatizado, com muita segurança”, diz Paulo Tavares, um dos consultores da empresa. A saber, latência é o fator que assegura qualidade na entrega de dados entre os pontos da internet. O sinônimo de latência na rede é de atraso, portanto, quanto mais baixa latência, mais qualidade na entrega de dados. 

Ainda segundo a consultoria, é muito importante os empresários do setor estarem atentos e atualizados em relação a esse tema e que preparem suas plantas industriais para obter o máximo benefício dessa nova geração de internet. E isso, será um diferencial competitivo de mercado muito grande.

Se você é empresário do setor ou presta serviço na área, bom começar pesquisar mais sobre o assunto para não ser tomado de surpresa. 

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos.

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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