A região ganha mais uma ação de enfrentamento da pandemia da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
Por iniciativa de segmentos da sociedade civil e especialistas multidisciplinares, foi criado o Comitê Científico de Combate ao Covid-19 da Região Noroeste Paulista, cuja função principal é a integração e disseminação de informações de acordo com as demandas sociais dos municípios, combatendo principalmente as chamadas fake news.
O lançamento ocorreu no último 26 de junho, quando foram criados nome e logotipo para compor o grupo.
De acordo com os integrantes Renato Reis e David Desidério, de Birigui e Bauru, respectivamente, a iniciativa surgiu após tentativas, sem sucesso, de sensibilizar órgãos públicos de que a reabertura do comércio nas cidades do interior levaria fatalmente ao aumento do contágio e das mortes por covid-19.
“Apesar de todos os avisos, o comércio foi reaberto e 15 dias depois vimos a explosão de casos e mortes por covid-19 no interior de São Paulo, fazendo com que as regiões voltassem à fase vermelha”, explicaram.
O alerta foi feito por cientistas e acadêmicos independentes. Após a experiência, eles resolveram se unir. Atualmente, o grupo tem oito integrantes de algumas cidades do interior paulista, como Birigui, Bauru e Botucatu. Também há pessoas dos estados do Paraná e Acre, já que a participação é totalmente on-line. Os membros são de diversas áreas.
Trabalho
Segundo Reis, o comitê científico é um órgão assessor e de caráter consultivo, que norteia atividades de pesquisas e de desenvolvimento científico que poderão ajudar no combate à pandemia e à desinformação.
Serão produzidas informações, estudos de dados, estatísticas, modelos matemáticos, elaboração de gráficos e mapas, estudos de protocolos, bem como a divulgação e orientações de ações.
“Está mais relacionado a um caráter pedagógico, de produção e divulgação de conhecimentos científicos que também podem impactar diretamente na sociedade, por meio de políticas públicas”, pontou ao explicar a diferença do grupo para os comitês criados pelas prefeituras.
“O que as prefeituras possuem é um gabinete de crise, com profissionais organizados, no qual existe uma divisão de trabalhos e tarefas pré-determinadas com funções específicas (...) Está mais ligado ao Executivo e às ações concretas a atingirem diretamente a população”.
Dados
Os dados a serem trabalhados serão coletados de entidades oficiais, como OMS (Organização Mundial da Saúde), secretarias de Estado e municipais, artigos científicos, pesquisas em universidades e institutos de pesquisa, com os quais poderão ser firmadas parcerias.
“Pretendemos também estabelecer parceria com o Consórcio Científico do Nordeste, coordenado por Miguel Nicolelis, que tem realizado um trabalho grandioso no combate à pandemia naquela região, no qual nos inspiramos para criar a nossa iniciativa”, citou Desidério.
Os dados serão recebidos pelos chamados subcomitês, transformados em informações que serão sintetizadas e disponibilizadas no site do comitê, por meio de relatórios, lives ou vídeos de divulgação que serão produzidos periodicamente.
A primeira live está marcada para o próximo dia 15, às 19h, na página do comitê no Facebook .
Integrantes
O comitê está aberto à participação de qualquer pessoa que queira colaborar com a coleta de dados, informações, notícias, pesquisas e divulgação de dados científicos. Não é preciso ter graduação ou títulos, mas é preciso participar das reuniões virtuais semanais do grupo e estar disposto a contribuir com as necessidades deliberadas.
Os interessados devem enviar um e-mail para comitecientifico.np@gmail.com, com dados pessoais, como nome completo, cidade/estado, grau de escolaridade, profissão, formação técnica e acadêmica e títulos que possui (se possuir). No e-mail, deve ser respondida a pergunta: “Em que posso contribuir com o Comitê Científico de Combate à Covid-19 da Região Noroeste Paulista?”
Serviço
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