Ciência e Tecnologia

Facebook onisciente e olhos biônicos 

"E, como se sabe, todas as imagens que vemos, são formadas no cérebro. Assim, essa tecnologia capta os sinais visuais (luz e forma) e os envia para a parte do cérebro que decifra as imagens"

Cássio Betine*
24/10/21 às 16h20
(Foto: Russ Juskalian)

O Facebook e RayBan estão trabalhando em seus óculos super inteligentes que podem, por exemplo, ajudar as pessoas a encontrar suas chaves ou lembrá-las sobre quando um determinado comentário foi feito numa conversa tida tempos atrás. Mais que isso, podem até intervir - sem que se peça -, sugerindo melhorar uma receita no exato momento que a pessoa estiver cozinhando.

Tudo isso por meio de sensores que poderão ver tudo o que a pessoa vê, registrar tudo o que a pessoa faz e analisar como se comporta, permitindo então que aja não apenas como um simples assistente, mas sim como um verdadeiro tutor ou instrutor em tempo real.

Isso faz parte de um plano ousado do Facebook que pretende criar o Metaverso – já citado aqui anteriormente, onde um mundo virtual permitiria as pessoas terem sensações e interações como se fosse no mundo real ( Matrix mesmo). Isso tudo com muita tecnologia de realidade aumentada e outras tantas que envolvem a reprodução dos sentidos humanos, como visão e audição (existente há tempos), tato, paladar e olfato.

Talvez esses óculos sejam o primeiro passo para entrada nesse novo mundo.

Em paralelo a isso, cientistas espanhóis criaram um implante cerebral que permite que a maioria das pessoas cegas (ou com grande deficiência visual) possa voltar a enxergar.

Trata-se de uma tecnologia que utiliza uma espécie de retina artificial, acoplada também em um par de óculos, que consegue detectar a luz, processá-la em sinais elétricos e enviá-la para microelétrodos implantados no cérebro que, por sua vez, permite ao paciente (ou usuário) ver a luz.

E, como se sabe, todas as imagens que vemos, são formadas no cérebro. Assim, essa tecnologia capta os sinais visuais (luz e forma) e os envia para a parte do cérebro que decifra as imagens.

Os pesquisadores testaram o sistema em uma mulher de meia-idade que estava completamente cega por mais de 16 anos e ela foi capaz de identificar formas e silhuetas detectadas pela retina artificial. Nesses testes, a paciente foi capaz até de identificar algumas letras.

Essa tecnologia ainda não está pronta para produção em escala, mas parece algo bem promissor, dizem os cientistas. Hoje, no mundo há cerca de 35 milhões de pessoas completamente cegas e 200 milhões com pouca visão. Além disso, uma pessoa se torna cega a cada cinco segundos.

Agora, imagine no que pode dar a junção dessa tecnologia de implantes cerebrais com os óculos inteligentes do Facebook e, de quebra, as Inteligências Artificiais raciocinando e tomando decisões.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos .

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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