Ciência e Tecnologia

Microchip invisível a olho nu

"Com essa capacidade, dentro do organismo humano ele poderá coletar informações como temperatura corporal, batimentos cardíacos e outras coisas que os sensores puderem identificar"

Cássio Betine*
03/10/21 às 21h00

Quando ouvimos isso, parece até normal. A maioria das pessoas conhece ou ouviu falar no termo nanotecnologia e que a ciência faz miniaturas espetaculares etc. Mas o negócio tá avançado de uma forma assustadora. De um lado, cientistas e pesquisadores promovem a ida ao espaço em naves gigantescas – há naves de 100 metros de comprimento em órbita hoje em dia -, de outro, a criação de equipamentos invisíveis que podem fazer muita coisa. E é o caso desse tema.

Alguém se lembra do filme “Viagem Fantástica”, da década de 60, onde um grupo de pessoas é miniaturizada por motivo de um acidente de laboratório, depois fazem uma viagem cheia de aventuras por dentro de um corpo humano?

Pois é... Olha só o que engenheiros da universidade da Columbia, nos EUA, conseguiram fazer. Eles criaram um microchip invisível a olho nu que poderá fazer isso, ou seja, dar um rolê dentro do organismo humano sem que a pessoa perceba.

Apesar de ser microscópico – do tamanho de um ácaro mais ou menos -, esse microchip carrega com ele alguns equipamentos potentes, como uma antena transmissora de ondas de rádio, hardwares de memória, sensores e um processador. E ainda não precisa de bateria interna, ele aproveita ondas externas de ultrassom para poder funcionar. Sim, tudo isso dentro de um aparato invisível a olho nu.

(Foto: Divulgação)

Com essa capacidade, dentro do organismo humano ele poderá coletar informações como temperatura corporal, batimentos cardíacos e outras coisas que os sensores puderem identificar.

Segundos os pesquisadores, ele será muito útil para prever novas doenças que estejam surgindo e controlá-las antes mesmo que se espalhem pelo organismo, ou até mesmo vazem para o ambiente externo, evitando assim possíveis epidemias ou pandemias - como essa que vivemos agora, por exemplo.

É um grande avanço e esses pesquisadores estão bem animados. Já testaram e experimentaram em animais, por isso acreditam que não provocará efeitos colaterais para os humanos.

Claro que uma invenção dessas não ficará apenas no campo da medicina. Imagine só as possíveis aplicações em outras áreas, como por exemplo na segurança, nas IOTs (internet das coisas), na espionagem, e na própria ciência em geral, permitindo que uma máquina desse tamanho possa acessar um mundo microscópico e entender sua complexidade.

Devemos lembrar também que as inteligências artificiais estão muito avançadas e funcionam através dos microchips.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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