Um estudo feito pelo acordo de Paris - que é um tratado internacional que tem atenção voltada prioritariamente para as mudanças climáticas -, fez uma projeção de como seria nosso planeta no ano de 2500, ou seja, daqui cinco séculos.
Essas projeções foram feitas por meio de dados coletados desde o ano 1500 até agora. Consideraram as informações válidas de cada momento desse período para que pudessem organiza-las e criar uma curva de evolução sobre as alterações ocorridas, os impactos sofridos pelo planeta e como poderia ser no futuro.
A base principal para os cálculos desse estudo foi a mudança de temperatura. A pesquisa mostra que a média suportável para a vida humana é de um aumento de até 2 graus celsius acima da temperatura atual – que já sofreu alterações desde o ano base do estudo (1500).
A primeira projeção foi feita para o ano de 2100 e nessa data já ultrapassaria o limite, podendo chegar a 2,7 graus acima da que temos hoje. E aí as coisas poderiam mudar radicalmente.
Por exemplo, a floresta amazônica possivelmente não existiria mais devido as alterações da cobertura vegetal, da dinâmica dessa alta temperatura e da perda da biodiversidade global. E claro, outras áreas do mundo também sofreriam severas alterações (você poderá ver isso no relatório integral que foi publicado e está aberto para leitura).
Tudo isso combinado afetaria a produção global de alimentos, o PH das águas dos rios e das marés e até mesmo a composição do ar que respiramos. E devido essa alteração, seria necessário que os humanos utilizassem trajes e equipamentos especiais para poder viver numa atmosfera nova e mais hostil, “fazendo com que parecêssemos visitantes em um mundo alienígena”, disse um dos cientistas.
A pesquisa foi publicada no dia 24 de setembro deste ano, na revista Global Change Biology . Para enriquecer esse estudo, contaram com a participação artistas plásticos para ilustrar alguns ambientes, mostrando uma visão realística naquele novo mundo. É bem interessante e apesar de ser um tanto quanto negativo, os especialistas acreditam que seja possível evitar (ou adiar) esse desdobramento, direcionando agora, mais atenção para a questão climática.
