Ciência e Tecnologia

Tecnologias nas Olimpíadas

"As cerca de cinco mil medalhas foram feitas a partir de aparelhos celulares doados pela população especificamente para essa finalidade"

Cássio Betine*
25/07/21 às 17h00

Os japoneses sempre surpreenderam pela alta capacidade de produzir e inovar, e nessas Olimpíadas eles trabalharam duro na implantação de tecnologias de ponta e na mensagem global em relação à sustentabilidade.

Nas tecnologias, atletas, comitivas, coordenadores e turistas poderão desfrutar de algumas novidades interessantes. A começar pelo acesso aos jogos. Não haverá catracas ou pessoas recolhendo tíquetes, nem impressos, nem digitais; tudo será feito por meio do reconhecimento facial. Com isso, a organização pretende eliminar filas e congestionamento, além de poupar tempo das pessoas. 

Os veículos que levarão as pessoas pra lá e pra cá, individuais ou coletivos – inclusive os de suporte de segurança e saúde -, serão totalmente elétricos e autônomos ou no máximo híbridos, movidos a células de hidrogênio, o que reduzirá a quase zero a emissão de poluentes. 

Robôs estarão por todos os lados, desde aqueles que servirão de pontos de informação até os entregadores de alimentos e bebidas. 

Nos jogos, câmeras inteligentes dotadas de super sistemas monitorarão todas as competições, a fim de eliminar qualquer possibilidade de erros de julgamento ou outros tipos de situações.

As cerca de cinco mil medalhas foram feitas a partir de aparelhos celulares doados pela população especificamente para essa finalidade. A tocha olímpica, além de ser confeccionada também com alumínio reciclável, utiliza mecanismo a base de hidrogênio para sustentar sua chama acesa pelo período que rodou o mundo. E os voluntários escolhidos para carregá-la também utilizaram roupas feitas de materiais recicláveis. E, é claro, os pódios que consagram os campeões, todos também foram feitos de potes e embalagens recicláveis.

(Foto: Divulgação)

Ah, a realidade virtual não poderia estar de fora. Os participantes do evento vão contar com dispositivos especiais (aqueles óculos de realidade aumentada) que simularão diversos ambientes como abertura e encerramento de cada modalidade. Essa tecnologia oferecida pela Intel também permitirá que os usuários revejam quaisquer momentos das competições.

Os aposentos dos atletas e suas comissões são equipados com camas e outros móveis de papelão, altamente resistentes, sustentáveis e ainda reaproveitáveis.

E para concluir, toda energia necessária para realização do evento, como luzes, geradores, aquecedores, equipamentos eletrônicos e demais recursos serão abastecidos por meio de fontes renováveis.

Olha os orientais aí dando um show para o mundo, principalmente num período difícil como este em que passamos.

Esperamos que tudo corra muito bem!

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos.

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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