Cotidiano

GS Inima Samar testa balsa para garantir abastecimento durante a estiagem

O nível do rio Tietê está 1,63 metro mais baixo em comparação com o mesmo período do ano passado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
31/08/21 às 18h46
Captação flutuante da GS Inima Samar (Foto: Divulgação)

A balsa da GS Inima Samar para captação de água do rio Tietê, em Araçatuba (SP), já está preparada, caso o nível do rio reduza durante este período de estiagem. A estrutura pesa seis toneladas, tem seis metros quadrados e capacidade para bombear 800 mil litros de água por hora.

Esse volume é bombeado para a ETA (Estação de Tratamento de Água) Tietê, no bairro Ipanema, a 15 quilômetro do rio. Daí, a água após tratada é distribuída para mais de 50 bairros, o que corresponde a 40% da população.

Segundo a concessionária, o nível do Tietê atualmente está 1,63 metro mais baixo em comparação com o final de agosto do ano passado. O nível do rio é controlado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico e a captação em Araçatuba faz parte da Represa da Hidrelétrica de Três Irmãos, em Pereira Barreto.

Com esse nível, a água ainda chega até as canaletas de entrada da captação e não precisa de bombeamento. Será preciso que o volume baixe mais 1,59 metro para atingir o nível crítico e seja necessária a utilização da estrutura flutuante.

Teste

O teste com a balsa foi feito nesta terça-feira (31), com a presença do diretor-presidente da GS Inima Samar, Paulo Roberto de Oliveira; do diretor técnico, Eduardo Caldeira, e do prefeito Dilador Borges (PSDB). Os comissários da AGRF (Agência Reguladora e Fiscalizadora DAEA), Márcio Saito e Petrônio Lima, também estiveram presentes.

Segundo o diretor-presidente da GS Inima Samar, o objetivo é preservar o abastecimento de água para a população da cidade. "Temos vivido, de tempos em tempos, crises hídricas com pouca chuva, demanda a mais de energia e consumo maior de água nas hidrelétricas. Isso nos deixa preocupados, mas estamos preparados e estruturados para garantir o abastecimento da população”, afirma.

Iniciativa

Dilador elogioi à assessoria de imprensa da concessionária a preocupação da empresa com o bem-estar da população. "Temos visto várias regiões com falta de água, inclusive em São José do Rio Preto. Vir aqui e ver que a empresa está preparada para qualquer eventualidade nos traz tranquilidade”, disse.

Ele reforça que, embora a cidade esteja pronta para evitar um racionamento, o uso consciente da água deve continuar. “Não abriremos mão do uso racional da água. Além da água tratada ser cara, precisamos utilizá-la com responsabilidade para que esse recurso hídrico esteja sempre disponível” , completa.

O comissário-geral da AGRF lembra que a plataforma de captação foi utilizada pela primeira vez em 2014 e que existe a possibilidade de ela ser necessária novamente este ano. “Temos acompanhado o nível do rio e ele realmente tem baixado. É essencial que esse movimento (de teste da captação) seja feito agora, antes que haja a necessidade de utilização efetiva da balsa” , afirma.

Chuva

O pluviômetro da GS Inima Samar registrou apenas 1,4 milímetro de chuva durante a preciptação que caiu no último final de semana, mas medições em outros pontos da cidade esse volume chegou a 4 milímetros. Esse índice é insignificante tendo em vista que não chovia na região há dois meses. A última chuva registrada foi em 10 de junho, com 24 milímetros.

Por causa da estiagem, a concessionária monitora diariamente o nível do Ribeirão Baguaçu (que abastece 50% da cidade) e do Tietê (que abastece 40%). A produção de água continua estável, com média mensal de 2 milhões de m³. O consumo por habitante é de 220 litros por dia, o dobro do recomendado pela OMS, que é de 110 litros/dia.

Teste da balsa foi feito na presença de autoridades locais (Foto: Divulgação)

Campanha pelo uso racional da água

Além de medidas técnicas para evitar o racionamento de água – como o combate às perdas e setorização da distribuição de água – a GS Inima Samar iniciou em julho uma ampla campanha sobre o uso racional da água.

São feitos anúncios em rádios, jornais, sites de notícias e redes sociais alertando para a necessidade do consumo consciente. O objetivo é evitar o racionamento de água. No ano passado, houve dez dias de racionamento em outubro, mas ele foi restrito aos bairros abastecidos pelo Ribeirão Baguaçu e mesmo assim não houve falta de água em nenhum momento.

O racionamento restringiu-se à diminuição do volume captado e distribuição em determinado período do dia, sem afetar o abastecimento.

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