No Brasil, 6,4 milhões de adultos se identificam com o ideário defendido pelo Taleban, a milícia radical islâmica que voltou ao poder no Afeganistão. Para chegar a esse resultado, o Instituto Locomotiva apresentou três afirmações aos entrevistados. Os que concordaram com todas as três posições formam o nicho ultraconservador nacional e podem ser considerados irmãos de fé dos Talebans. As afirmações foram as seguintes:
- O Estado brasileiro deve ser cristão (24% do total de entrevistados concordam);
- Mais pessoas deveriam ter acesso ao porte de armas (28% do total de entrevistados concordam)
- Mulheres são melhores para realizar tarefas domésticas” (17% do total de entrevistados concordam).
O recorte representado pelas três afirmações está na essência do Taleban, grupo fundamentalista armado que defende um Estado religioso e a total submissão das mulheres. “O resultado não chega a surpreender. A onda conservadora cresceu no mundo nos últimos anos e mostrou a sua cara”, explica o presidente do Locomotiva, Renato Meirelles. “Mas, não deixa de ser chocante constatar que, mesmo pequeno, temos uma espécie de Taleban à brasileira”.
Cotas
Dentre os 6,4 milhões de radicais verde-amarelos, 60% são homens, oito em cada dez possuem até o ensino superior e 56% têm mais de 45 anos. Em uma escala de autoclassificação ideológica, 50% se consideram de direita, 17% se dizem de esquerda e 5% de centro, enquanto 28% não sabem se classificar.
