Dezessete pessoas morreram em consequência do trânsito em Araçatuba (SP) entre janeiro e outubro, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado. O número de vítimas é o mesmo registrado durante todo o ano passado, quando foram 14 vítimas nos primeiros dez meses do ano.
As marginais da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), no perímetro urbano da cidade, concentram 35% das ocorrências, com seis mortes no período.
A avenida nos Araçás, que foi alvo de manifestação recentemente no trecho paralelo à rua Fundadores, no bairro Santa Luzia, não teve nenhuma morte no trânsito nos primeiros dez meses de 2020.
Protesto
Esse trecho registrou duas mortes por atropelamento em novembro, mas esses casos entrarão nas estatísticas que devem ser divulgadas no final deste mês pela secretaria.
A única morte na Fundadores ocorrida neste ano, até outubro, foi a do mecânico eletricista Pedro Alexandre Silvério Pinto, 24 anos, morador no bairro Castelo Branco.
Por volta das 6h de 5 de setembro, ele bateu a moto que conduzia em um poste no cruzamento com a rua Vereador Silva Grota.
Marginais
Das mortes ocorridas nas marginais da Elyeser, três foram na Clibas de Almeida Prado, que leva aos residenciais Porto Real 1 e 2, Águas Claras e ao bairro Verde Parque. Duas das vítimas estavam de carro e caíram na canaleta de escoamento de água com os veículos. A terceira vítima estava de motoneta e bateu em um animal.
Já na Brigadeiro Faria Lima, que margeia o cemitério do Rosele, foram outras três mortes. Uma vítima estava de bicicleta e foi atropelada e as outras duas estavam de moto.
Atropelamento
Dois pedestres morreram atropelados neste ano em Araçatuba segundo as estatísticas. Um deles é uma idosa de 84 anos que foi atropelada na rua Aguapeí e o outro, um homem não identificado que foi atropelado por um caminhão na rodovia Marechal Rondon (SP-300), em agosto.
Outras três pessoas que morreram estavam de bicicleta. Foi computado como óbito no trânsito a morte do mecânico Donizeti Luiz da Silva, encontrado sem vida na estrada da Colorvisão, na noite de 16 de abril.
Período
A reportagem também consultou o Infomapa, que além de informar o local dos acidentes, lista o dia da semana e o horário em que eles ocorreram.
Como base nessas informações, foi constatado que sete mortes aconteceram na madrugada e quatro no período da noite. Apenas cinco foram no período da tarde, que pode ser considerado o de maior movimento no trânsito.
Outro dado relevante é que dos 17 óbitos listados, nove aconteceram entre sexta-feira e domingo e dois em feriados.