Cotidiano

Proteção da CoronaVac em pessoas com comorbidade é superior a 90%

Informações preliminares são do estudo CovacManaus, realizado na capital amazonense

Da redação - Hojemais Araçatuba
15/09/21 às 20h00

Informações preliminares do estudo CovacManaus, realizado na capital amazonense, demonstram que a CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, proporciona uma proteção contra a covid-19 superior a 90% em pessoas com comorbidades.

A pesquisa está analisando cinco mil profissionais de educação e da segurança pública da rede estadual de Manaus, com idade entre 18 e 49 anos, para entender se a aplicação da vacina em quem tem comorbidade impacta na prevenção de formas graves da covid-19.
 
Até agora, do total de voluntários vacinados, somente 2,6% teve infecções causadas pelo SARS-CoV-2. O índice de hospitalizações pela doença foi de 0,1%, e o de admissões em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) foi de 0,04%. Um óbito foi confirmado, configurando uma porcentagem de 0,02% da amostra.

Sendo assim, o Instituto Butantan divulgou nota, afirmando que a efetividade da CoronaVac foi superior a 97% contra infecções, hospitalizações, internações em UTI e mortes. Outro indicador relevante é que, entre os vacinados, 91% apresentaram anticorpos detectáveis após tomarem a 1ª dose, e 99,8% após a 2ª dose. 

Para a equipe de pesquisadores, os dados são positivos e reforçam a importância da imunização. “É importante lembrar que a população vacinada no estudo é de pessoas que apresentam comorbidades, portanto esperávamos uma quantidade maior de infectados, hospitalizados e óbitos entre esses mais de 5 mil participantes", destaca o médico infectologista da FMT-HVD (Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado), especialista em saúde pública do ILMD (Instituto Leônidas & Maria Deane) e coordenador da pesquisa, Marcus Lacerda.

Comorbidades  

(Foto: Divulgação)

Entre as principais comorbidades apresentadas pelos voluntários estão obesidade (72%), diabetes (54%), hipertensão arterial (36%) e imunossupressão (27%). 
 
O estudo já finalizou seis meses de acompanhamento e agora entra na fase de monitoramento. De acordo com Lacerda, as próximas etapas consistem na coleta de exames, conforme agendamento, e ajudarão a entender, por exemplo, se há a necessidade de fazer reforço vacinal.
 
Também coordena a pesquisa a médica infectologista da FMT-HVD e pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), Maria Paula Mourão.

O estudo conta com financiamento da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas); doação das vacinas pelo Instituto Butantan; e parceria da UEA, das secretarias estaduais de Saúde, de Educação e Desporto e de Segurança Pública, da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, do ILMD/Fiocruz Amazônia e da Prefeitura de Manaus.











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