Com investimento de R$ 5 milhões, a diretoria da Santa Casa de Araçatuba (SP) está realizando um plano de obras para solucionar uma pendência histórica da instituição, a obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).
Com validade entre um e cinco anos, o documento comprova a estabilidade e segurança dos edifícios em casos de incêndio e é obtido somente após aprovação de projeto e vistoria realizada pelo Corpo de Bombeiros.
A Santa Casa de Araçatuba tem 94 anos de existência e a falta de recursos específicos, aliada ao mix das edificações que formam o complexo postergaram as adequações necessárias para a legalização.
Em nota distribuída à imprensa, o provedor do hospital, Claudionor Aguiar Teixeira, explica que a exigência do AVCB é antiga e a instituição vinha sendo cobrada, mas não tinha recursos para fazer as adequações. “A diretoria decidiu priorizar a solução desta questão e por isso incluímos o investimento do projeto no financiamento que fizemos”, explica.
Complexo
A Santa Casa de Araçatuba é composta por prédios construídos em 1927, 1937, 1943, 1958 e 1978, quando ainda não havia legislação especifica à proteção contra incêndios. O hospital também tem edificações executadas após 1983, época em que um decreto-lei estadual criou o AVCB.
A partir daí, foram providenciados implementos necessários ao combate de incêndios, como hidrantes e extintores portáteis, o que não foi suficiente para adequação às normas vigentes.
O engenheiro Erico Fentanes Barros explica que a legislação de combate a incêndios mudou muitas vezes nos últimos anos e a instituição, embora tenha procurado cumpri-las, não conseguiu se adequar às exigências.
Normas
As normas para obtenção do AVCB abrangem o combate ao fogo e principalmente, a segurança das pessoas que estejam no interior de prédios, em casos de incêndio.
Segundo Fentanes, os prédios construídos após 1983 atendem as instruções técnicas do Corpo de Bombeiro referente ao sistema de prevenção e combate a incêndio em Serviços de Saúde e Institucionais. Sendo assim, necessitam apenas de ajustes como instalação de sinalização de saída e recolocação de extintores.
Estão nessa situação o CTO (Centro de Tratamento Oncológico), a torre com 106 leitos, a Central de Radioterapia e o Hospital do Rim, inaugurados respectivamente em 1999, 2006, 2012 e 2014.
Mais antigo
A torre principal ancora todos os serviços prestados pelo hospital e possui seis andares, pavimentos térreo e subsolo, construídos e inaugurados gradativamente em 1943, 1958 e 1968. Nela funcionam enfermarias, UTIs, Serviço de Urgência e Emergência, Medicina Diagnóstica e Centro Cirúrgico, e circulam ao menos 70% dos colaboradores e público externo.
Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, o prédio tem pouca versatilidade para receber algumas das obras previstas para combate e prevenção de incêndios, como a instalação de detectores de fumaça convencionais e instalação de rotas de fuga.
“Teremos de instalar detectores de fumaça inteligentes que enviam alarmes através de wi-fi e construir escadas externas em pontos estratégicos do prédio”, explica o engenheiro.
