Correspondências da NOB (Estrada de Ferro Noroeste do Brasil), da Revolução de 1932 e dezenas de outros documentos da sociedade e governo de Araçatuba poderão ser consultados on-line por meio do projeto “Museu Digital Documental”, que visa a preservação de acervos museológicos.
A iniciativa, que é inédita no município e região e já está em processo de desenvolvimento, foi criada pela historiadora e doutora em ciência política Angela Inês Liberatti, de Araçatuba. O projeto foi um dos selecionados no edital nº 01/2019 do ProAc (Programa de Ação Cultural) Municípios, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, na categoria “Preservação de Acervos Museológicos”.
O objetivo é constituir um acervo com documentos digitalizados sobre a história de Araçatuba e também da sociedade civil. A plataforma estará acessível para a consulta em qualquer parte do mundo, destaca Angela, que também é professora universitária.
A ideia é lançar o projeto em outubro deste ano. Na ocasião, Angela também pretende montar uma miniexposição com 15 itens do acervo digital. O local, data e horário ainda estão sendo definidos. Além da exposição, em setembro haverá ainda a “Oficina de Conservação e Tratamento de Documentos Escritos em Suporte de Papel”, com data também a ser definida.
Acervo
No momento, ela e os estudantes Kaique Brandão e Leonardo Melin, que estão como estagiários do projeto, estão classificando o material e iniciando o processo de digitalização.
O pojeto será composto por documentos que tenham suporte em papel, como correspondências, datilografias e manuscritos. Por enquanto, não serão inclusos no projeto fotografias e jornais. No entanto, Angela vislumbra a possibilidade de ampliação, incluindo até fotos de objetos do museu.
“Nesse sentido, acho que a tecnologia é boa; não é para alienar as pessoas, mas para dar oportunidade. Vai facilitar muito para estudantes, porque ele poderá trabalhar e estudar de onde estiver. Além de que os documentos ocupam espaço e são caros para fazer manutenção”.