Rabiscos
O apreço pela literatura surgiu antes mesmo de aprender a ler e escrever. Sua mãe conta que Lorrani costumava rabiscar nas folhas dos cadernos, como se estivesse escrevendo um texto, e “lia” a história que imaginou. E foi assim até aprender a ler.
Lorrani também se lembra de um momento que teve na escola, após ter finalizado uma atividade. Ela pegou um livro escrito pelo professor, jornalista e escritor Hélio Consolaro, de Araçatuba, para ler. A estudante conta que gostou da história e partir daí começou a escrever suas próprias histórias, usando sempre os animais como personagens principais.
Quando está em casa, nos seus momentos de lazer, ela conta que prefere muitas vezes ler um livro à brincar com os seus brinquedos. Na sua casa, Lorrani tem um caderno repleto de histórias, que ela escreve com frequência e guarda com muito cuidado.
Entre as obras que já leu, ela destaca “O Pequeno Príncipe” e “Pocahontas”. Além dos seus livros, a garota diz que sempre “visita” a estante de livros da sua mãe.
Hábito
“Ela gosta de ler textos variados. Se você deixar o jornal, ela lê. Se deixar revista, ela lê também”, ressalta Bernadete. Por falar em jornal, Lorrani já teve ums história publicada na Folha da Região, de Araçatuba, e diz que quando “crescer” quer ser repórter, “porque os repórteres viajam bastante, escrevem e leem”, explica a estudante.
O hábito de leitura vem de berço. Além de conviver com os livros da sua mãe desde quando era mais nova, Bernadete explica que o universo literário sempre esteve presente em casa. Quando não conseguia ler alguma história para os filhos, devido a um problema na visão, ela escolhia algum conto que tinha na memória.
“Sua habilidade com a escrita vai ajudar muito futuramente. Se ela seguir em frente com isso, ela tem meu apoio. Se ela parar, já terá sido bom, porque ela vai ter matéria de redação na escola, vai usar na faculdade. Quanto mais você lê, mais você aprende”, finaliza a mãe de Lorrani.
