Para o governo municipal, projeto de reurbanização previsto para ocupar a área da plataforma de embarque da antiga estação e o terminal rodoviário urbano tem como objetivo atrair moradores para o local. Ainda não há previsão de publicação de edital para receber propostas para o lugar.
De acordo com o secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Ernesto Tadeu Consoni, o tamanho do espaço que deve ser reurbanizado equivale a pouco mais de duas praças Rui Barbosa, ou cerca de 20 mil metros quadrados.
A proposta do município é criar no local uma área urbanizada com alameda cívica em todo comprimento da plataforma, que deverá ser usada para a realização de desfiles cívicos, como o de 7 de setembro, e para eventos, como Carnaval.
Segundo Consoni, o espaço receberá uma fonte, terá jardim e um monumento em homenagem aos ferroviários. O projeto ainda pretende fazer a interligação urbana da região sul com a norte, lembra o secretário.
“Nós vamos tornar aquele espaço que não é visitado por ninguém, em um local que a população vá. Quantas vezes você passou por esse local a pé? As pessoas passam ali para ir ao terminal. A gente tirando a plataforma e o terminal, vai oxigenar a área, vamos enxergar a praça do Relógio. O pessoal não imagina o que vai se tornar aquela região. Nós acreditamos que aquela parte vai desenvolver, melhorar sistema viário. Tudo isso está no projeto”, explica.
Custos
De acordo com Consoni, um grupo formado por pessoas ligadas a movimentos culturais chegou a procurar a Prefeitura para procurar uma alternativa à reurbanização. Porém, para o secretário, a restauração e reforma da plataforma para dar ao espaço uma finalidade cultural seria inviável pelo valor de implantação e manutenção.
“O prefeito foi claro. Nós vamos fazer o nosso projeto, com o custo dele, da implantação e manutenção. Vocês façam o outro projeto, somando o orçamento de recuperação estrutural da plataforma, das instalações elétrica e hidráulica, o custo de manutenção. E disso vamos tirar o custo benefício”.
Ele detalha que a ideia da reurbanização é onerar o mínimo possível a Prefeitura e que a obra possa ser custeada até por iniciativa privada. A manutençao do local também poderia ser feita dentro do projeto municipal Abrace o Verde. Já a recuperação do prédio exigiria um investimento mais alto e não atrairia parceiros, declarou.
“Aquilo, na verdade, é uma parede; cubículos mesmo tem quatro ou cinco. Gastar milhões ali com que finalidade?”, questiona. Tadeu explica que atualmente o valor de manutenção da área é quase zero.
Cultura
“Quem vai cuidar disso, quem vai dar manutenção? Em termos culturais, vamos ter lá embaixo (Centro Cultural Ferroviário) o projeto do Instituto Pedra. Você ouve pessoal da administração falando que a área é muito grande e que município não vai conseguir administrar. Talvez terá de terceirizar alguma coisa para poder ocupar em sua totalidade. Para que vamos criar outra área aqui em cima, se nós não vamos dar conta da área lá debaixo?”, finaliza