Economia

Araçatuba e Birigui têm saldo positivo no emprego pelo segundo mês consecutivo

Juntos, os dois maiores municípios da região abriram 584 postos de trabalho no mês de julho, conforme dados do Caged

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
21/08/20 às 18h46
(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Os municípios de Araçatuba e Birigui (SP) registram saldo positivo no emprego pelo segundo mês consecutivo após a pandemia de covid-19. Juntos, os dois maiores municípios da região abriram 584 postos de trabalho no mês de julho. Em junho, o saldo dos dois era de 188 novas vagas de trabalho.

Os números são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, e foram divulgados nesta sexta-feira (21).

Em Araçatuba, o saldo do mês de julho foi de 246 empregos, um aumento de 45% em comparação ao mês anterior, quando o saldo ficou em 169 vagas.

No mês passado, foram registradas 1.299 contratações com carteira assinada no município, contra 1.053 desligamentos, o que resultou no saldo de 246 empregos.

Os números mostram uma recuperação da economia local, conforme informou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Relações do Trabalho de Araçatuba, Marcelo Mazzei.

Nesta semana, a Colormaq abriu 100 vagas para o cargo de auxiliar de produção. No entanto, outras contratações foram feitas nos meses anteriores pela indústria e também por outras empresas, como o Assaí Atacadista, que está construindo sua sede às margens das avenidas Waldemar Alves e João Arruda Brasil, no bairro São Joaquim, e abriu centenas de vagas de trabalho.

Fonte: Caged/Ministério da Economia
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Birigui

Em Birigui, o saldo foi ainda maior em julho: 338 novos postos de trabalho, resultado de 945 contratações e 620 desligamentos no mês.

O número é 17 vezes maior do que o saldo do mês de junho, que foi de apenas 19 novos empregos.

Assim como Araçatuba, Birigui teve saldo positivo nos meses de janeiro e fevereiro, seguidos de três meses de fechamento de postos de trabalho – março, abril e maio. (ver infográfico)

Assim, o estoque de empregos que em janeiro era de 28.077 trabalhadores com carteira assinada, recuou para 26.276 empregados atuais.

Fonte: Caged/Ministério da Economia

Brasil cria 131 mil postos formais de trabalho em julho

Depois de vários meses extinguindo postos de trabalho por causa da pandemia do novo coronavírus, o país voltou a criar empregos formais em julho.

Segundo dados divulgados do Caged, 131.010 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

Essa foi a primeira vez desde fevereiro em que o emprego formal cresceu. No acumulado do ano, no entanto, o mercado de trabalho continua sentindo o impacto da pandemia. De janeiro a julho, foram fechadas 1.092.578 vagas, o pior resultado para os sete primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2010.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em julho. A estatística foi liderada pela indústria, com a abertura de 53.590 postos. O indicador inclui a indústria de transformação, de extração e de outros tipos.

Com 41.986 novos postos, a construção vem em segundo lugar, seguida pelo grupo comércio, reparação de serviços automotores e de motocicletas, com 28.383 novas vagas. Em quarto lugar, vem o grupo que abrange agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 23.027 postos.

O único setor a registrar fechamento de postos de trabalho foi o de serviços, com a extinção de 15.948 postos.

Regiões

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em julho. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 34.157 postos a mais, seguido pelo Nordeste com 22.664 postos criados e pelo Sul com mais 20.128 postos. O Centro-Oeste abriu 14.084 postos de trabalho e o Norte criou 13.297 postos formais no mês passado.

Na divisão por unidades da Federação, 24 unidades criaram e três extinguiram empregos com carteira assinada. As maiores variações positivas ocorreram em São Paulo, com a abertura de 22.967 postos; Minas Gerais, 15.843 postos, e Santa Catarina, 10.044 postos. Os três estados que fecharam postos de trabalho foram Rio de Janeiro, -6.658 postos; Sergipe, -808 postos, e Amapá, -142 postos. *As informações são da Agência Brasil

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