O antigo projeto de terminal hidroviário intermodal em Araçatuba, que une rodovia, hidrovia, aeroporto e ferrovia, está sendo retomado.
O assunto foi tratado em visita recente do secretário de Estado de Logística e Transporte, João Octaviano Machado Neto, e está em andamento, com apoio do governo paulista, que quer fomentar principalmente o transporte hidroviário. Uma nova reunião sobre o tema está marcada para esta segunda-feira (2), na Capital.
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Araçatuba, empresas de diversas áreas – silagem, ração e óleo, são algumas citadas – estão interessadas no projeto, e a Prefeitura está tomando medidas para reaver terrenos que foram destinados, porém não estão sendo utilizados, na área aeroportuária.
Para ser viabilizado, é preciso construir um ramal ferroviário de 17 quilômetros até o porto e duplicar a rodovia Elyeser Montengro Magalhães (SP-463) até a ponte sobre o rio Tietê. Algumas obras estão sendo executadas naquela região e podem ajudar no projeto, como a duplicação da via Etelvino Pereira dos Santos, que dá acesso ao aeroporto.
Para 2020, está previsto ainda a realização de um evento nacional sobre transporte hidroviário em Araçatuba.
Diversidade
A diferença do projeto atual para o anterior está na variedade de segmentos atendidos. Em 2011, foi lançada a pedra fundamental do ERT (Estaleiro Rio Tietê), instalado em Araçatuba para a construção de 20 comboios encomendados pela Transpetro para transportar etanol. Para isso, seriam construídos terminais de armazenamento na área portuária, operados pela Lógum Logística.
O estaleiro continua em atividade no local, mas o projeto de levar biocombustível pela hidrovia e a construção dos tanques de armazenamento foram abortados com denúncias contra a Petrobras que atingiram também o contrato da subsidiária com o ERT.