Economia

Na construção civil, previsão é de retomada de obras

Passados cinco anos de retração em todo o país, setor volta a se desenvolver em Araçatuba

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
02/12/19 às 17h18

Na construção civil, a previsão é de retomada do setor. De acordo com o presidente do Sinduscon Oesp (Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Oeste do Estado de São Paulo), Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, residenciais que estavam com obras desaceleradas em Araçatuba voltaram ao ritmo normal.

“A construção civil é um termômetro da economia. Passados cinco anos de retração em todo o país, que refletiu na redução de lançamentos, de obras e de vendas, o setor volta a trilhar o caminho do desenvolvimento. Na região Noroeste, Araçatuba é um bom exemplo dessa situação, com lançamentos e retomada de obras. A confiança do setor aumentou, porque melhorou a percepção dos empresários sobre as condições atuais da economia. Que continue assim por muito tempo, não só para a construção civil, mas para todos os setores, para todo o Brasil”, disse.

Em Araçatuba, há pelo menos três lançamentos de empreendimentos imobiliários neste segundo semestre, todos da Tecol Engenharia. Juntos, os três conjuntos reúnem 566 unidades, nas faixas 1,5 e 2 do Minha Casa Minha Vida, e o VGV (Valor Geral de Vendas) gira em torno de R$ 90 milhões.

Presidente do Sinduscon Oesp, Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, afirma que a confiança do setor aumentou (Foto: Divulgação)

Inflação menor

Entre os motivos que explicam essa retomada está a queda da inflação, diminuição do desemprego, aprovação de reformas por parte do poder público, a redução das taxas de juros do financiamento imobiliário e o acirramento da concorrência entre os bancos. “É preciso destacar que, com a taxa Selic no menor patamar da história, o custo dos financiamentos está descendo a ladeira”, lembra Oliveira Júnior.

Na Caixa, banco que lidera o crédito voltado à compra da casa própria, os juros caíram 22,9% em 2019. As novas taxas partem de 6,75% ao ano, o que representa uma economia de um carro zero-quilômetro, de R$ 35 mil, para financiamento de R$ 250 mil em 30 anos. Além disso, a estatal lançou uma nova linha de crédito imobiliário indexado ao IPCA (o índice de inflação oficial), com taxas a partir de 2,95% ao ano, mais IPCA.

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