Economia

Pesquisa aponta tendências no consumo de flores comestíveis 

A busca dos consumidores e chefs por novas cores, sabores, texturas e sensações, associada ao estilo de vida mais saudável, divulgação em mídias sociais e programas gastronômicos, auxiliaram no crescimento deste mercado, apontou pesquisadora 

Da redação - Hojemais Araçatuba
14/12/22 às 15h40
(Foto: Divulgação)

Fatores nutricionais, sustentabilidade no processo de produção e curiosidade motivada pela mídia são os principais aspectos que explicam a aceitação do consumidor brasileiro pelas flores comestíveis. 

Esse é o resultado de um estudo desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Fitotecnia, da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP (Universidade de São Paulo), de autoria da engenheira agrônoma Lais Rossetto, com orientação do professor Ricardo Alfredo Kluge, do departamento de Ciências Biológicas.

“A busca dos consumidores e chefs por novas cores, sabores, texturas e sensações, associada ao estilo de vida mais saudável, divulgação em mídias sociais e programas gastronômicos, auxiliaram no crescimento deste mercado”, aponta a autora do estudo.

Segundo Laís Rossetto, há registro do uso de flores comestíveis desde 3000 a.C., associadas ao potencial medicinal e nutricional. “Assim, a frequência no consumo tornou o uso de alcachofra e couve-flor algo convencional, por exemplo. Já as rosas, as begônias e o amor-perfeito foram perdendo sua soberania e retornam à popularidade há alguns anos como tendências gastronômicas”, complementa.

Mercado

Para mapear o atual mercado brasileiro de flores comestíveis, Laís aplicou um questionário on-line com 604 pessoas, de diferentes regiões, faixas etárias e escolaridade. O questionário incluiu aspectos sobre hábitos de consumo e conhecimento sobre flores comestíveis.

“Foi observado que a população possui interesse sobre a temática e anseiam por mais informações sobre o assunto. Em polos gastronômicos, como o estado de São Paulo, há maiores registros de usos, aliados ao maior número de produtores. Os fatores que mais influenciam na busca por esses produtos são os teores nutricionais, sustentabilidade e curiosidade motivadas principalmente pela mídia”, reforça.

Entre as flores apontadas como as de maior interesse pelos consumidores estão a camomila, a capuchinha, o hibisco, o amor-perfeito e a alcachofra.

Falta de oportunidade

Em paralelo, a engenheira agrônoma observou que ainda faltam oportunidades para o consumo por se tratar de um produto considerado de alta gastronomia, aliado à limitação da cadeia produtiva. “Os resultados desse estudo auxiliam produtores e chefs a utilizarem flores de forma mais assertiva em relação aos consumidores, com harmonização de espécies próprias para a finalidade”, finaliza.

Empreender – À medida que se aprofundava no tema, Laís passou a fomentar em suas mídias sociais o consumo de plantas alimentícias não convencionais, as PANCS. Incentivada por alguns seguidores, iniciou uma pequena produção ainda no período mais complicado da pandemia. “Mergulhar nesse mercado me deu a segurança para empreender nesse setor, de onde hoje tiro meu sustento”. Conheça essa história de empreendimento e oportunidade de negócio na entrevista concedida por Lais Rossetto ao podcast Estação Esalq

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM ECONOMIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.