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Em foco: Marina Junqueira Bernardes Xandó

Advogada, blogueira e digital influencer fala sobre sua paixão pela família e trabalho

Hugo Rocha - Hojemais Araçatuba
26/10/19 às 07h00

A advogada, digital influencer e bloguer Marina Junqueira Bernardes Xandó, ou simplesmente Marina Xandó, tem em suas redes sociais mais de 130 mil seguidores. 

Sua interação com o mundo digital começou ainda nos tempos que os blogues eram a plataforma mais utilizada para a produção de conteúdo. Atualmente, oferece aos seguidores dicas de casa, filhos, trabalho, produtos com os quais se identifica e, quando acha conveniente, mostra seu posicionamento político.

Em entrevista ao Hojemais VIP , Marina contou sua formação, sua paixão pela interação com os seguidores e compartilhou particularidades.

Marina, assim como sua irmã Mariah Bernardes Maia, é uma das digitais influencers mais famosas do País (Foto: Arquivo pessoal)

Formação: Advogada com mestrado em mediação de conflitos na Argentina e digital Influencer. 

Marca: Adoro comprar Zara, seja em viagens ou aqui, acredito ter um ótimo custo x benefício e conversa com todo tipo de público. No quesito marcas nacionais, amo o corte da Cris Barros e NK Store. Já a NV (Nati Vozza) é uma que está crescendo muito no mercado, estou gostando muito. Com relação a marcas internacionais, sou fã da Valentino.

Atividade física: Pratico TRX e musculação.

Acessório: Brinco. Acho que faz muita diferença no look. Ou uma boa maxi biju. 

Hobby: Amo leitura, principalmente não ficção. Gosto de histórias reais, tenho muita curiosidade sobre o passado. Acabei de ler o livro de Catarina, a Grande e superindico.

Perfume: Lavanda. Uso a da marca Tânia Bulhões. 

Prazer: Amo estar com minha filha., sempre quis ser mãe e meu sonho era uma menina! Meu maior prazer hoje é viajar nós três juntos: eu, meu marido e ela.

Cidade: Eu amo Araçatuba, adoro ter esse estilo de vida mais calmo e com qualidade de vida.  Fora daqui, eu gosto de Nova York, Miami e Firenze. 

País: Adoro a Itália! Acho que moraria lá. Mas ainda acredito que não existe um país melhor que o nosso para morar. 

Sapato: Flat. Depois que minha filha nasceu, uso muito pouco salto. 

Praia: Eu não sou muito de praia, mas amo Trancoso (BA).

Doce: Merengue. 

Comida: Churrasco

Razão ou emoção: Razão. Queria ser mais emoção, mas sou razão.

Casual, gala ou esporte: Eu sou muito casual. Gosto de moda, especificamente de sapato e bolsa. No meu dia a dia sempre você vai me ver mais casual. Mas você falou em gala e eu até suspiro. Acho que é minha paixão por história e esse protocolo da mulher se arrumar. O gala no casamento é muito bacana. 

Truque de beleza: Corretivo e um blush com um iluminador para dar um up. Resolve a vida. 

Hotel: Amo hotéis. Eu poderia trabalhar com hotelaria. Um que me encanta demais em Foz do Iguaçu é o Hotel das Cataratas, que eu já falei no meu blog. inclusive algumas vezes. É maravilhoso. 

No exterior, eu gosto de todos da rede Four Seasons. E em São Paulo, eu gosto do Palácio Tangará. Quando eu fico em São Paulo, sempre tento me hospedar lá.

Música: Sertanejo e Frank Sinatra! Bem particular esse meu gosto? (risos)

Livro: O Pequeno Príncipe, inclusive já li para minha filha. Biografias também, tanto as autorizadas ou não.

Filme: E o Vento Levou. 

Série: Adoro Billions e terminei uma com uma pegada jornalística, que é “O último Czar”. 

Restaurante: Gero e La Tambouille. Eles me remetem à infância, de pratos mediterrâneos. Tem também o Freddy, que me acompanha desde a infância, porque meus avós maternos iam. Ambos em São Paulo.

O que você não tolera: Falsidade. Tenho horror a gente falsa.

Sonho de consumo: Amo viajar, e a rede Four Seasons tem um programa super legal de 28 dias em um avião privativo do grupo, onde você tem várias experiências. Por ser uma rede conhecida, eles conseguem colocar várias experiências dentro dessa viagem. Sonho em fazer esse roteiro com minha filha e meu marido. Por todos os destino e experiências, que são muitas.  

O que não usaria: Não uso salto agulha 10. Gosto, mas não uso.

Bebida: Não bebo. De vez em quando eu tomo um pouco de vinho tinto. 

Referência em moda: Adoro o estilo da minha irmã Mariah. Sou suspeita, mas acho ela uma das digitais influencers mais completas de moda. Gosto muito da Silvia Braz, está sempre elegante e chique. São duas pessoas no Brasil que me inspiram muito. Já no âmbito internacional, adoro seguir a Lívia Palermo, que sempre tem um estilo diferente nos looks. 

Local da casa que mais te agrada: Meu quarto. Ele é meu santuário. Única coisa que não posto, ninguém viu, ninguém vai ver. É um lugar que eu entro e fecho a porta e parece que estou no céu. 

Item de decoração: Sou apaixonada por decoração. O que amo de paixão são louças.

Dica de decoração: Uma boa decoração existe para todos os budgets (bolsos). Tem gente que fala que não pode ter a casa arrumada por ter um budget pequeno e não é assim. Hoje, você pega, por exemplo, a Havan. Você encontra louças maravilhosas, mas tem que ter bom gosto, pesquisar e não ficar na coisa do branco. 

Mês retrasado o renomado decorador Sig Bergamin veio até Araçatuba e falou do branco, neutro, que é como uma mulher linda que não tem graça. E eu acho que ele tem toda razão. 

Ser chique é: Ser chique hoje em dia é ter humildade, elegância e entender o seu corpo. Entender o que fica bom para você.

O que não pode faltar no closet de uma mulher: Uma boa calça de alfaiataria, uma camisa branca de tecido muito bom e um jeans com um corte bacana, uma cor que seja neutra, não aquele rasgado, claro. E também um blazer. São itens que não podem faltar.

Esposo: Victor Xandó. 

Como ele lida com seu trabalho: Eu diminui um pouco depois que eu casei, principalmente eventos. Os eventos como blogueiras são quase todos em São Paulo. Para eu sair da minha rotina, do meu escritório e da minha família, tem que ser por uma marca que eu acredito ou por um projeto bem interessante. Hoje, ele entende que eu priorizo e não reclama tanto. 

São Paulo: Morei um ano antes de conhecer meu marido, trabalhando num escritório de direito de família. Voltei para trabalhar com meu avô paterno. Depois conheci o Victor e namoramos dois anos. Quando me casei, voltei para São Paulo e comecei a trabalhar com meu pai na parte do direito, mesmo à distância, mas sempre estava em Araçatuba. E hoje, fico muito feliz em poder estar aqui novamente.

Boa lembrança familiar: O natal da minha família materna em Lins (SP). Era um momento muito especial. Meus avós maternos eram superfáceis de fazer relacionamentos, a cidade era pequena, todo mundo acabava conhecendo um ao outro e o natal na minha avó era daqueles que a porta ficava aberta. Muita gente passava lá para desejar um feliz Natal para eles. Eu brincava falando “Mãe, o vovô é prefeito?” (risos). Era agradável e eu tenho ótimas lembranças. 

Boa lembrança profissional: Como advogada, algumas vitórias profissionais, processuais. Aprendi diariamente que o direito exige muita força, dedicação. Fiz estágio desde o primeiro ano de faculdade, sempre quis aliar prática com teoria. Fico muito feliz, porque consegui me realizar na área do direito. Advogo para casos particulares ou amigos muito íntimos, mas para mim, isso é uma vitória.

E no blog é ter o reconhecimento de grandes marcas nacionais e até internacionais. Existem tantas digitais influencers bacanas hoje e quando uma marca de relevância me escolhe, eu fico muito feliz. 

Como surgiu a oportunidade de criar um blog: Eu tenho um blog há oito anos e meio. Comecei no Blog da Mariah. Quando eu engravidei, tive uma gravidez de risco e a médica pediu para eu ficar três meses indo do meu quarto para a sala. Eu não saía, e morava em São Paulo, estava recém-casada. Foi superdelicado. Mudei de cidade, de estado civil e estava entrando em parafuso, porque sou muito agitada. 

A Mariah viu que eu estava ansiosa e falou: “Comece a escrever para o meu blog”. Ela já era blogueira, bem conhecida no Brasil, e ela me trouxe essa ideia. Confesso que no começo fiquei pensando: “Eu sou advogada, tenho mestrado”. Surgiu aquele preconceito, mas a Mariah me convenceu. Iniciei com um texto por semana no blog dela, falando daquele momento e de coisas como ser recém-casada, dona de casa, coisas que a ela não tratava naquela época. Foi muito bacana o resultado e minha irmã me disse que as leitoras pediam para eu montar meu espaço. 

Depois de um ano, quando minha filha já tinha 11 meses, criei o primeiro post. E de lá para cá, eu concilio os dois. 

Concierge maternidade: Surgiu na primeira gravidez da Mariah. Ela estava passando muito mal e tinha alguns contratos presenciais para cumprir no Brasil e não iria conseguir fazer o enxoval da Maria Antônia nos EUA, ou em qualquer lugar fora. Algumas coisas ela já havia comprado no Brasil, porque aqui tem muita coisa bacana. 

Eu estava viajando e ela me pediu para comprar algumas coisas. Como eu já tinha uma certa experiência, consegui montar todo o enxoval da Mariah em dois dias. Quando contei isso no meu blog, surgiram interessados. Todos perguntando quanto era, pedindo para fazer o deles. Eu já estava advogando, tinha o blog e pensei: “Não dá para fazer”. Sou superperfeccionista e não gosto de fazer nada meia boca. 

Depois, comecei a pesquisar alguns serviços relacionados a maternidade e enxoval que existiam no mundo, mas não tinha no Brasil. Tem uma americana, que mora em Nova York e eu me inspirei, que faz esse serviço de concierge. Não só da compra, mas ela ajuda a grávida desde o “Descobri que estou grávida, o que vou fazer?” até coisas simples como entrevistar uma babá. 

Resolvi abrir isso aqui no Brasil, mas limitei a dois atendimentos por semestre, por eu ter outras profissões. 

O processo é muito bacana, porque eu fico "grávida" junto. Desde o lacinho do bem-nascido da maternidade, eu que organizo. Compras, o quarto, o tecido, várias coisas. Eu acabo não divulgando muito porque não consigo atender a demanda,mas o fato de eu ter atendido algumas pessoas famosas como a Patrícia Abravanel, a Débora Secco e a Thaís Fersoza, acabou dando uma divulgação que eu não estava esperando, mas acabou sendo bom, porque dá um retorno para o blog também. 

A Débora, por exemplo, já era leitora e o nosso cabeleireiro de São Paulo, o Marcos Proença, nos apresentou. Já a Thais viu o da Débora e por aí as coisas começaram a fluir bastante no meio artístico.

Redes sociais: Com muito cuidado, porque ninguém posta uma dificuldade, um dia triste ou algum problema. Posta, mas não na maioria das vezes. O que vemos frequentemente? Viagens, momentos felizes, realizações de sonhos, indicação de produtos e um consumo às vezes até exagerado. 

Se você não filtrar e ver que aquilo não é vida real sempre, enlouquece. O legal é a pessoa entender que isso é para você se inspirar, ficar antenada, às vezes abrir um negócio ou até mesmo aumentar seu negócio. 

Tem que dar uma outra conotação, peneirar e aí aproveitar a rede social de forma positiva. Caso contrário, eu acho que ela pode não ser saudável. 

O que mudou nas publicações: Na parte visual, as fotos e as legendas. Tem mais conteúdo. Comecei a perceber como aumentou muito o número de digital influencer, algumas coisas acabam favorecendo e até diferenciando uma pessoa ou postagem da outra. 

Hoje, minhas postagens são muito focadas na minha vida, produtos que eu gosto, marcas que estão sempre comigo de uma forma orgânica. Também de uma forma detalhada, por exemplo fazendo uma viagem, mostrando um produto diferente, coloco detalhes, a sensação que eu tive, até pontos negativos. 

Então sou bem transparente. Sempre é uma coisa bem real tudo que posto.

O que não fazer nas redes sociais: Eu, Marina, não gosto de mostrar intimidade ou postar foto de biquíni. Recentemente, abri uma exceção e falei de uma coisa muito íntima: doença celíaca da minha filha! Fiz isso porque que tem muita gente que não entende, acha que é frescura, pela questão do glúten, então eu quis dar voz a algo que atinge algumas pessoas. 

Vem tendo uma incidência muito maior que no passado e abri meu coração e contei. É uma coisa particular, mas que eu trouxe a tona por um motivo: querer dar voz e ajudar. 

Mas tem muitas coisas que as pessoas precisam se reservar. Até para o próprio casamento e segurança. 

As redes sociais têm oxigênio: Tem sim. Eu ouso falar que a mídia on-line, as notícias, os perfis no Instagran, são os principais veículos de informação. Não anula nenhum jornal, revista, porém complementam. 

Os grandes jornais e revistas não têm ignorado, pelo contrário, têm se transformado. Ao mesmo tempo, a mídia social vai alternando. Antes não se falava em stories, só no snaps, mas agora todo mundo só fala em stories. 

Quem trabalha com uma marca, seja digital influencer, blogueira ou artista, tem que ir observando essas mudanças da internet. 

Política: Perdi alguns seguidores no ano passado por ter apoiado meu cadidato, mas a maioria gostou. Foi numa foto que eu postei com o Bolsonaro e foi meu recorde de curtidas até hoje. Porém, foi a que eu perdi mais seguidores (risos). A maioria já voltou, vieram outros novos. Eu acho que a muitos dos influenciadores, pensando no lado marketing, preferem não se manifestar sobre o tema. 

Por que a Marina blogueira se manifestou? Ali, naquela hora, eu estava falando com quase 140 mil pessoas. Num momento que o Brasil atravessou e atravessa uma das maiores crises da história, se você pensar economicamente, meu lado advogada me deu um chacoalhão: “Marina, ajuda”. 

Claro que jamais passou na minha cabeça que ele ganhou pela ajuda das digitais influencers, mas como eles trabalhavam muito forte com a mídia digital, eu me senti na obrigação. Era o melhor presidente ou a melhor pessoa? Talvez não. Mas só tínhamos duas opções: o PT (Partido dos Trabalhadores), que particularmente repudio, e ele.   

Acho lindo tudo que ele fala? Não. Sou crítica. Não sou defensora nata de presidente ou político nenhum, porém naquele momento eu achei que precisava dar voz e tentar ajudar quem estava na dúvida, mesmo que isso me custasse alguns seguidores. Não me arrependo. Faria tudo de novo. 

Que dicas daria aos que desejam seguir uma de suas carreiras: Se Deus vier na terra e mandar eu escolher, optaria por advogar. Eu amo ser advogada. Faço uma advocacia muito focada na solução de conflitos, é o que vejo de mais moderno no direito. 

Se você depender do judiciário, acaba  demorando anos e anos para uma solução. Se você vence, é uma vitória parcial porque gastou com advogado, perdeu noites de sono, tempo e emocionalmente falando, não vale a pena.

Então, eu sou focada em questão de solução de conflitos extrajudiciais e recorrer ao judiciário em casos que não exista outra solução. 

Já com relação a blogueira, ou como se fala hoje em dia, digital influencer, porque você acaba influenciando algumas pessoas, eu acredito muito em setorizar. Não adianta você achar que sabe de tudo, que entende de viagem, de make, de moda. Ninguém sabe tudo de tudo. Nos nove anos que estou trabalhando na internet, eu aprendi que falar com propriedade do que você gosta e entende faz toda a diferença no seu crescimento.

Eu percebo que as grandes marcas não estão focadas em números, mas sim no poder que aquela pessoa tem de atingir uma quantidade maior de pessoas. Tanto como compra, consciência ou transformar a opinião.

Referência familiar: Minha mãe. Ela é uma mulher forte, muito antenada, de uma sensibilidade incrível que abdicou de alguns sonhos da vida dela para se dedicar 100% às filhas. 

Quem é Marina Bernardes Xandó: Uma mulher que está antenada com os problemas do mundo, que troca qualquer presente ou bem material por uma boa viagem. Ama fazer amizade e gosta de ajudar as pessoas.

Sou também ansiosa, quero fazer mil coisas ao mesmo tempo. Gosto de fazer justiça e abomino a injustiça. Alguém que está ainda aprendendo.

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