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Em foco: Soraya Jundi Cazerta

Apaixonada por culinária, ela começou a cozinhar após passar por delicado momento de saúde

Hugo Rocha - Hojemais Araçatuba
03/08/19 às 12h00
Soraya Jundi Cazerta, cozinheira de mão cheia (Foto: Hugo Rocha/Hojemais Araçatuba)

Idade: 58 anos.

Marido: António José Cazerta Júnior.

Pai: Mamed Jundi.

Mãe: Ema Jundi.

Filhos: Eduardo Jundi Cazerta e Fernando Jundi Cazerta.

Hobby: Amo trabalhos manuais, como o crochê. Além de ser meu hobby, tornou-se uma terapia para mim.

Um prazer: Ver meus filhos bem.

Cidade: Nova York.

País: Brasil. Apesar de tudo, amo meu país.

Restaurante: Tanit, do chefe espanhol Oscar Bosch, que fica na rua Oscar Freire em São Paulo.

O que você não tolera: Atraso.

Bebida: Não bebo álcool, mas um vinho branco ou um kir.

Um prato rápido: Um sanduíche delicioso que faço com kafta e minha abobrinha marinada. Amo!

Prato complicado: Pato Laqueado. Muito difícil de fazer, a não ser que você tenha nascido na China. É preciso inflar a pele do pato, até que solte da carne. O molho que acompanha também tem seus segredos. Está aí um prato que não arrisco a fazer.

Doce: Minha cocada de forno com sorvete.

Tempero: Ervas realçam o sabor de qualquer prato.

O que te realiza: Minha família feliz.

Um refúgio: Minha casa. Meu porto seguro.

Sonho de consumo: Dormir uma noite inteira (risos).

Uma boa lembrança: Quando meus filhos e sobrinhos (que são muitos) eram pequenos, faziamos piquenique na praça, andava de trenzinho com eles, era uma delícia.

Prato árabe: Culinária árabe é minha preferida. O que não pode faltar no meu café da manhã é a coalhada seca, além de ser gostosa, faz bem para a pele.

Prato brasileiro: Feijoada.

Prato japonês: Sushi.

Prato italiano: Risotos.

Com quem aprendeu a cozinhar: Minha mãe.

Quando começou a fazer seus produtos para vender: Em 2007 fui diagnosticada com câncer de mama. Fiz todos os procedimentos, cirurgias, químios. Meu médico dr. Fernando Maluf, a quem eu sou muito grata, me orientou a ocupar meu tempo.

Como todos gostavam da minha coalhada e dos bolos, fiz disso um negócio. Começaram a me pedir mais pratos árabes e foi crescendo. Deixei um pouco os bolos de lado, entre 2007 e 2008, mas agora voltei novamente.

Lembro de uma passagem interessante: a Sandra Rezek sempre pede meus pratos e uma vez ela pediu berinjela recheada. À noite ela me ligou e disse que o dr. Samir queria falar comigo. Ele elogiou muito e disse que era igual a da mãe dele. Isso é muito gratificante.

Prato preferido: Arroz, feijão, bife e batata frita.

O que não pode faltar na cozinha: Produtos frescos e de boa qualidade.

O que não come de jeito nenhum: Dobradinha.

Sabor inesquecível da infância: Um doce grego que minha madrinha Anita Karacristo fazia nos natais e eu esperava ansiosa por eles.

Uma especialidade na cozinha: Pratos árabes.

Prazer: Preparar a refeição da minha família.

Segredo para uma boa comida: Fazer com amor, dedicação e capricho.

Uma lição que recebeu desde pequena e carrega para a vida: Honestidade e respeito. Herança que recebi de meus pais.

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