Com a temática indígena, o colégio SEB Thathi realiza neste sábado (05) mais uma edição da Feciarte, a Feira de Ciências, Artes e Tecnologia. O tema da feira é "Ano Internacional das Línguas Indígenas", proposto pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
Em diversas salas, os alunos apresentam trabalhos em várias áreas do conhecimento, inclusive com encenações teatrais, contextualizando e exemplificando sobre a cultura indígena. Os visitantes puderam participar de jogos, viram curiosidades, imagens, frutos, produtos naturais, lendas, remédios e costumes dos indígenas.
Na abertura do evento, o Cacique da tribo Icatu de Braúna (SP), Ronaldo Iaiati, falou sobre a importância da valorização indígena e do carinho que sentiu pelos alunos e professores no desenvolvimento do tema. Ao final de sua fala, ele fez um gesto indígena como forma de “abraçar” todos os presentes.
"Como cacique, está sendo muito proveitoso divulgar nossa aldeia. Ter a escola apresentando nosso trabalho faz com que outras pessoas que não conhecem nossa aldeia tenham esse conhecimento. Essa é a oportunidade de mostrarmos nosso artesanato e eu agradeço demais ao diretor, aos professores e aos alunos da escola”, enfatizou Ronaldo.
Cultura indígena
O diretor geral da unidade, André Cefali, destacou os temas atuais que são levados anualmente aos alunos na feira. “Se você observar os incêndios nas florestas e o mundo todo falando sobre a preservação da Amazônia, que é o habitat natural dos índios, vemos que esse tema é mais do que atual e relevante”, explica o diretor.
Para ele, “os índios são os verdadeiros brasileiros, porque estavam aqui antes dos portugueses chegarem”.
Com base nisso, Cefali destaque a importância no trabalho dessas reflexões. “Então, precisamos trabalhar essa reflexão em cima da importância da preservação desses marcos históricos, conhecer essa história com profundidade e vivenciar isso”, reforça.
Outro ponto destacado pelo diretor é a condução, por parte dos alunos, de todo o processo de produção. “O tema da Unesco que a gente segue todos os anos trouxe a oportunidade dos alunos irem pesquisar situações e informações que eram desconhecidas de todos”, exemplifica.
Na visão de Cefali, isso faz com que os alunos aprendam ao mesmo tempo, diversas matérias. “Ele estão aprendendo geografia, porque sabem de onde vem as plantas; história; química; biologia; matemática e isso a gente chama de ecossistema de aprendizagem, que é o que procuramos saber com a escola”.
Vivência
Coordenador do ensino fundamental 2, ensino médio e pré-vestibular, Adriano Polido destacou como mágico a realização da feira, que “consegue envolver toda a escola, desde a educação infantil até o ensino médio, desenvolvendo um único tema, que é o tema da Unesco”.
Para ele, a produção dos trabalhos e atividades fazem o aluno enraizar o conhecimento, aprendendo muito mais do que apenas em aulas expositivas. “Você aprende quando coloca a mão na massa, resolvendo um exercício ou quando você pensa num projeto e desenvolve um protótipo e daí começa a acontecer o aprendizado”, completa Polido.
Já para a coordenadora do ensino fundamental 1, Ludmila da Silva Marques Oliveira, a feira proporciona "todo o conhecimento natural e leva os alunos a compreender que a formação dos brasileiros se deu por conta das influências indígenas”.
Na educação infantil, com alunos que vão de 0 a 5 anos, a coordenadora Tânia Riani viu a emoção dos pequenos em ter o contato com um universo até então inexplorado.
“Em se tratando da educação infantil, que você inicia a formação da parte do desenvolvimento educacional e o desenvolvimento como pessoa, trazer esse tema é de fundamental importância, porque faz parte da formação do país”, enfatizou.
Tânia também destacou a importância dos pais como fundamental na consolidação do evento, principalmente entre os alunos que coordena.
SEB inaugura laboratório com impressoras 3D
Durante a Facearte, foi inaugurado o SEB LAB Maker, um laboratório criado para a realização de aulas práticas das mais variadas vertentes do conhecimento. Nele, três impressoras 3D, uma máquina de corte a laser e outros equipamentos estão disponíveis para as disciplinas.
Cefali destaca que a inauguração é “a coroação desse ecossistema, onde vamos poder desenvolver com os alunos toda a aprendizagem criativa. Tudo aquilo que eles quiserem fazer. Então, todos os problemas que eles quiserem resolver vão ter um ambiente com orientação e possibilidades infinitas para fazerem o que quiserem”.
Investimento
Segundo o diretor, o ambiente vai proporcionar que os alunos usem a criatividade. O espaço teve investimento de R$ 250 mil reais.
“É um benefício muito grande. E quando comparamos o que ganhamos com isso, torna o investimento no laboratório irrisório”, afirma.
O coordenador Adriano Polido explica ainda, que com esse laboratório, os alunos poderão concretizar a finalização de projetos com protótipos.
“O aluno vai ter a etapa de pesquisar com o professor um projeto de melhoria, depois ele vai construir esse projeto e em seguida fazer a apresentação. Esse laboratório vai viabilizar esse sonho”, destacou.