A Justiça de Araçatuba (SP) marcou para o próximo dia 27 de maio, a audiência para continuação dos depoimentos de envolvidos no processo relativo à denúncia por homicídio doloso (com intenção) do empresário Luciano Justo.
Há três anos ele bateu o Ford Mustang que conduzia no carro do comerciante Alcides José Domingues, 69 anos, na avenida Brasília, provocando a morte da vítima.
Algumas audiências já foram realizadas e a próxima será para ouvir um assistente técnico da defesa e os peritos que emitiram os laudos de embriaguez, do local do acidente e do STC flash, equipamento que daria mais potência ao motor do carro.
Esse equipamento foi retirado do veículo quando ele já estava no interior do pátio de um guincho da cidade, segundo a polícia.
Caso não seja indicada mais nenhuma testemunha, será feito o interrogatório dos réus, entre eles os envolvidos na remoção do equipamento, que também respondem criminalmente.
A sessão está prevista para começar às 13h30 e será realizada no Fórum de Araçatuba.
Caso
Justo foi preso em flagrante logo após a colisão, mas foi liberado após pagar R$ 17 mil de fiança e seria indiciado por homicídio culposo, que é sem intenção.
Entretanto, no dia seguinte o Ministério Público representou pela prisão dele, por considerar que o empresário assumiu o risco de matar ao dirigir em alta velocidade e após ingerir bebida alcoólica.
Segundo a denúncia, o empresário deixou o país e ficou foragido até obter um hábeas corpus no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
Correndo
Durante a investigação, laudo da perícia apontou que ele dirigia o Mustang com velocidade entre 140 e 150 quilômetros por hora.
A polícia também apurou que o réu passou aquela tarde bebendo com amigos em um restaurante na própria avenida Brasília, onde a conta, que constava 56 chopes e três cervejas, ficou em R$ 524,00.
Em dezembro do ano passado, a Justiça atendeu pedido da defesa, autorizou a devolução da carteira de habilitação e do Mustang a Justo, além de permitir a ele se ausentar de Birigui (SP), onde reside, desde comunique a Justiça com antecedência.
O Ministério Público recorreu da decisão e aguarda julgamento do recurso.