Denúncia do Minsitério Público aceita pela Justiça de Birigui (SP) aponta que o proprietário da rede de postos de combustíveis que teve a prisão preventiva decretada pagou R$ 16 mil pela carga roubada. O valor é menos da metade dos R$ 33.900,00 que estavam avaliados os 15 mil litros de etanol.
O caminhão foi roubado na manhã de 4 de fevereiro, quando o motorista seguia com o veículo por uma estrada de terra em Guararapes, após carregar em uma usina de Valparaíso.
Ele foi rendido ao parar para ajudar uma pessoa com um veículo VW Parati à beira da estrada. O motorista foi liberado apenas no início da noite.
Receptação
Após ser informada do crime, a polícia recebeu denúncia de que o caminhão roubado tinha sido visto nas proximidades do posto na rua Silva Grota, em Araçatuba. No local, o motorista do veículo teria conversado com o frentista André Lins de Queiroz, que foi preso em flagrante.
Mais tarde, o mesmo caminhão foi visto na rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Santópolis do Aguapeí, e a polícia descobriu que o posto naquela cidade pertence à mesma rede.
Imagens
Câmeras de um estabelecimento próximo ao estabelecimento gravaram o caminhão descarregando o etanol roubado no posto, por volta das 17h13 do dia em que ocorreu o roubo.
As imagens também ajudaram a polícia a identificar o condutor do caminhão e mostraram que o veículo era escoltado pelo frentista Marcos Barbosa Bernardo, o Marquinhos, que também foi preso.
A polícia apurou que o gerente do estabelecimento, Cristiano Rodrigues Ribeiro, mandou desligar as câmeras do estabelecimento enquanto o etanol era descarregado.
Pagamento
A investigação apurou que o dono da rede de postos pagou R$ 16 mil pela carga roubada. Também foi constatado que o frentista preso no posto em Araçatuba intermediou as negociações e fez o pagamento ao motorista do caminhão.
Em depoimento ele confessou ter pago R$ 2.000,00 na noite do roubo e os R$ 14.000,00 restantes no dia seguinte. Na ocasião, o investigado estava com uma Parati com as mesmas caraterísticas da que estava parada à beira da estrada quando aconteceu o roubo.
Corriqueiro
Por fim, a denúncia cita que o recebimento de combustível produto de crime era feito de forma corriqueira no estabelecimento.
O próprio frentista preso citou em depoimento que em outra oportunidade, o motorista investigado foi com um caminhão de combustível ao posto e permaneceu estacionado nas ruas próximas a mando do proprietário da rede.
O delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araçatuba, Paulo Natal, informa que todos os receptadores estão presos e a investigação prossegue para tentar identificar e prender os autores do roubo.