Justiça

Julgamento de acusado de atirar em casal no Jussara será em novembro

Laire Antônio Neves Feltrin ainda não foi julgado porque a defesa dele recorreu da sentença de pronúncia

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
03/07/19 às 17h36

A Justiça de Araçatuba marcou para 27 de novembro, o julgamento de Laire Antônio Neves Feltrin, acusado de ter assassinado a tiros o casal Egídio Ribeiro, 56 anos, e Clarice Miranda Ribeiro, 55.

O crime ocorreu em 5 de outubro de 2014, no bairro Jussara, em Araçatuba (SP). Outros dois réus já foram julgados.

Emerson Ferreira de Brito foi condenado a 32 anos de prisão por ter levado o atirador até a casa das vítimas e Carlos Alberto Sales, o Carlinhos Roxo, a 35 anos. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele foi o mandante do crime. Os dois recorreram da sentença, que foi mantida pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Feltrin ainda não foi julgado porque a defesa dele recorreu da sentença de pronúncia, mas em março, o tribunal confirmou que ele deveria ir a Júri Popular.

Decisão

No despacho que definiu a data do julgamento, publicado na segunda-feira (1), consta que a defesa solicitou nova reconstituição do crime; nova perícia nos estojos e projéteis apreendidos; e que fosse enviado ofício ao Batalhão da Polícia Militar para encaminhar a qualificação completa de um tenente aposentado.

Porém, a Justiça entendeu não haver necessidade de nova reconstituição do crime e de nova perícia.

"Os argumentos por ele levantados dizem respeito ao mérito da ação (autoria delitiva), não cabendo a este Magistrado qualquer análise, a qual deve ser feita pelo juízo natural da causa, qual seja, o Tribunal do Júri", cita.

Na decisão consta ainda que os laudos da reconstituição e do projétil e estojo são válidos, não havendo porque se fazer novos.

Sobre a solicitação da qualificação completa do policiais militar aposentado citado pela defesa, o juiz Henrique Castilho entendeu que os próprios advogados podem solicitá-la, sem necessidade de intervenção da Justiça.

Duplo homicídio

Egídio e Clarice Ribeiro foram mortos a tiros dentro de casa. Segundo apurado pela polícia, o alvo do atirador era um filho do casal, na época com 29 anos de idade.

Ele manteve relacionamento amoroso com a filha de Carlinhos Roxo, mas após o rompimento teria passado a importuná-la, irritando o ex-sogro, que decidiu matá-lo. Para isso, segundo a denúncia, ele convidou a dupla para cometerem o assassinato.

Naquela noite, Brito levou Feltrin até a casa das vítimas. O filho do casal estava na calçada, correu e se escondeu em um cômodo nos fundos ao ver o atirador descer armado do veículo.

Foram feitos vários disparos e quando ele saiu do quartinho, encontrou o pai dele caído na varanda e a mãe no corredor, próximo ao banheiro. Clarice morreu no local e Egídio no hospital. Foram apreendidas duas cápsulas de pistola calibre ponto 40.

Prisões

Brito foi preso na mesma noite, após ser encontrado escondido debaixo de uma mesa na casa do Feltrin. Este conseguiu fugir e foi capturado quase dois meses depois, em um rancho de Pereira Barreto (a 136 quilômetros de Araçatuba).

Carlinhos Roxo foi preso somente um ano depois.

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