A Justiça de Birigui aceitou denúncia do Ministério Público por receptação contra três funcionários de uma rede de postos de combustíveis presos no início do mês, após a polícia encontrar 15 mil litros de etanol roubados em um dos estabelecimentos da rede, em Santópolis do Aguapeí.
Além de os três se tornarem-se réus em processo por receptação, o juiz da 1.ª Vara Criminal de Birigui, Adriano Pinto de Oliveira, decretou a prisão preventiva do dono da rede de postos. A decisão é do último dia 14.
No despacho, o magistrado cita que pela análise das provas colhidas na fase policial, ficou apurado que há indícios de que o dono da rede de postos seja receptador habitual de combustíveis e a utiliza para cometer crimes desta natureza.
Denúncia
A denúncia foi apresentada pela Promotora de Justiça, que se baseia em inquérito policial sobre as prisões em flagrante dos três funcionários da rede de postos.
Eles aconteceram na tarde do último dia 5, quando equipes do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil, chefiadas pelo delegado Paulo Natal, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araçatuba, cumpriram mandados de busca e apreensão em um posto de combustível na esquina da rua Vereador Silva Grota com a avenida dos Araçás, em Araçatuba.
Os mandados foram expedidos após a polícia obter informações de que 15 mil litros de etanol que eram transportados em um caminhão roubado um dia antes em Guarararapes teriam sido descarregados em um dos postos dessa rede.
No celular do frentista André Lins de Queiroz havia conversas no aplicativo whatsapp, que levaram os policiais até o outro posto da rede, instalado no quilômetro 342 da rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Santópolis do Aguapeí.
Prova
Nas buscas realizadas no posto, na presença do gerente da unidade local e também da de Araçatuba, Cristiano Rodrigues Ribeiro, fiscais da Secretaria da Estadual da Fazenda apuraram que havia um excedente de 15 mil litros de etanol em relação às notas fiscais de entrada, mesma quantidade de combustível que estava na carreta roubada.
Conversas no aplicativo whatsapp do celular dele levaram ao frentista Marcos Barbosa Bernardo, o Marquinhos, que também foi preso.
A investigação apontou que ele foi o responsável por descarregar o combustível roubado e no celular dele estavam registradas as conversas com os outros dois funcionários.
Intenso
Ao pedir a prisão preventiva do dono da rede de postos, a Promotoria de Justiça argumentou que o envolvimento dele com a prática do crime é intenso e sua conduta mostra hierarquia e comando sobre as atividades dos demais agentes.
"Há risco de que, em liberdade, o denunciado busque furtar-se à aplicação da lei penal e fuja, notadamente quando se considera que todos os demais agentes estão custodiados", cita.
O MP também pediu a manutenção da prisão preventiva dos demais denunciados e o pedido foi acatado.
A reportagem do Hojemais Araçatuba não conseguiu contato com o advogado dos réus no processo, Jair Ferreira Moura.