Justiça

Mulher que ameaçou funcionários de UBS é condenada e presa

Crimes aconteceram em 2016, ré fez acordo, mas deixou de pagar cesta básica para entidade assistencial

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
11/04/19 às 10h25
Crimes foram praticados contra funcionários da UBS do bairro São José (Foto: Reprodução Google)

A Polícia Militar de Araçatuba (SP) prendeu na noite de quarta-feira (10), a desempregada Adriana Ventura Teixeira, 39 anos, moradora no residencial Beatriz. Ela foi condenada a 7 meses e 15 dias de prisão por desacatar e ameaçar funcionários da UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro São José.

Apesar de ter aceitado a suspensão do processo mediante pagamento de uma cesta básica, ela não cumpriu o acordo e deixou de comparacer às audiências, inclusive a do julgamento, que foi feito à revelia.

De acordo com a denúncia, os crimes foram cometidos em 2016. Em 16 de fevereiro daquele ano, a ré foi detida por um guarda municipal quando tentava urinar em frente ao prédio.

Durante a manhã, ela teria tentado agredir uma funcionária, que precisou segurar as mãos dela. A mulher ainda chutou a porta de um consultório e ameaçou outros funcionários.

No período da tarde, Adriana voltou à UBS e, aparentemente sob efeito de álcool e drogas, voltou a ameçar os funcionários.

Foi preciso acionar a guarda municipal novamente para detê-la e cinco servidores que atuam na unidade de saúde registraram boletim de ocorrência contra ela.

Na ocasião, não foi possível ouvir a desempregada, devido ao estado em que ela se encontrava.

Entretanto, consta no boletim de ocorrência da época que a ré era frequentadora da UBS e quando estava sã, era muito amorosa e abraçava todo mundo. Porém, sob efeito de álcool e drogas, ela sempre causava tumulto.

Em audiência na Justiça, uma das vítimas relatou que Adriana continuou frequentando a unidade de saúde após os fatos e já teria quebrado objetos da local.

Cesta básica

Em 2017 foi realizada audiência na Justiça sobre o caso e a ré concordou em doar uma cesta básica ao Lar Caminho de Nazaré para que o processo fosse suspenso.

Como ela não cumpriu o acordo, a ação penal prosseguiu e ela denunciada por 5 vezes pelo crime de ameaça e uma vez por desacatar funcionário público no exercício da função.

A defesa foi feita pela Defensoria Pública, que pediu a absolvição sob argumento de que a ré é doente, dependente química e não tem noção de suas atitudes. "Na verdade, precisa de um tratamento médico", citou. Em caso de eventual condenação, foi pedida a fixão da pena no mínimo legal.

Revelia

A desempregada não compareceu a audiência de julgamento e o juiz da 3ª Vara Criminal, Emerson Sumariva Júnior, a condenou a 6 meses de detenção por desacato e um 1 mês para a ameaça.

Pelo segundo crime ter sido cometido contra mais de uma pessoa, a pena foi aumentada pela metade, somando o total de 7 meses e 15 dias de detenção.

A decisão transitou em julgado, o Ministério Público posteriormente representou pela suspensão da pena, mas Adriana deixou de comparecer à audiência de advertência do "sursis".

Diante do descumprimento de todas as decisões, foi expedido o mandado de prisão no regime aberto.

Após ser presa, a ré será apresentada ao Fórum e informada das regras do regime aberto. Em caso de descumprimento, ela poderá ir para o regime fechado.

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