Justiça

Padrasto considerava bebê 'birrenta e mal-educada', segundo o Ministério Público

Foi condenado a 40 anos de prisão pela morte da menina, em fevereiro de 2022, em Penápolis; mãe pegou 35 anos e meio

Da Redação - Hojemais Araçatuba
15/08/24 às 15h40

O promotor de Justiça Carlos Gaya da Costa, autor da denúncia do caso da morte da bebê Mirella Fernanda Pereira das Neves, de 1 ano e 3 meses, de Penápolis (SP), citou que o padrasto da menina agiu por nutrir raiva dela, a quem considerava "birrenta e mal-educada" .

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (15) pela assessoria de imprensa do Ministério Público de São Paulo. O processo tramita em segredo de justiça e o julgamento começou na segunda-feira (12) e concluído na terça-feira (13).

O padrasto da criança, Cristian Gomes da Silva, foi condenado a 40 anos de prisão, enquanto para a mãe dela, a pena foi de 35 anos, 6 meses e 20 dias. A sentença foi proferida pelo juiz do Tribunal do Júri, Vinicius Gonçalves Porto Nascimento.

Violento

Segundo a assessoria de imprensa do MP, na denúncia, o promotor argumenta que o réu tinha comportamento violento e mantinha a vítima em situação de maus-tratos, agredindo-a constantemente. 

Ainda de acordo com a denúncia, a mãe da criança tinha conhecimento da situação, mas nunca tomou qualquer atitude para interromper o sofrimento da filha. Segundo o MP, no dia em que foi levada para atendimento pelo Corpo de Bombeiros, já sem vida, Mirella teria sido novamente agredida pelo padrasto.

Ferimentos

Ainda de acordo com o MP, ela apresentava politraumatismo, hemorragia interna aguda e trauma abdominal e torácico, além de traumatismo craniano e outras lesões. 

O Ministério Público informa que o julgamento contou com atuação dos promotores Matheus Antunes e Ely Bernal, e os réus foram condenados de acordo com a denúncia, por homicídio com as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa por parte da vítima.

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