Parece piada, mas não é, não fosse tão séria a situação ora vivenciada. De pasmar que, num prazo de uma gestação muar, apresentassem uma irresponsabilidade e incompetência no trato com o dinheiro público e na administração que abrange quase um milhão de habitantes.
Vieram dispostos a denegrir uma administração proba e que ficou à deriva no barco abandonado pelos mesmos que voltaram, na sua maioria, orientados e atiçados por outros que já tinham abandonado o comando da tripulação, a mesma que deixou, anteriormente, um buraco no casco da embarcação que somaram mais de R$ 17.000.000,00 (dezessete milhões de reais) de dividas, bem como a falta de total credibilidade nas instituições bancárias, fornecedores e terceiros prestadores de serviços.
Sem contar que já tinham sofrido com a intervenção anteriormente por total ferimento às normas legais, aliados à incompetência e irresponsabilidade, que atingiu severamente o patrimônio dos que eram responsáveis. A lição não serviu de nada.
Restaram somente os abnegados, os filantropos, os homens de bem que decidiram buscar uma solução para a crise existente, no sentido de fazer com que o barco não naufragasse de vez. Foram árduos os anos em que se buscou a credibilidade daqueles que tinham para receber pelos serviços prestados, mercadorias fornecidas e dívidas financiadas.
Mas o esforço não foi em vão, porque se conseguiu, num prazo mínimo, equacionar o ativo e passivo e o barco voltou a navegar com segurança, colocado em superávit jamais conseguido nos anos anteriores.
A pandemia atrapalhou os planos estabelecidos; planos orçamentários tiveram que ser revistos, e, mesmo assim, o barco continuou sua trajetória para alcançar novos horizontes em prol da tripulação e população. Por intermédio de seus diretores, funcionários e prestadores de serviços houve a manutenção capaz de suportar as demandas regional. Com tudo isso, as contas fecharam no azul! A bonança estava por vir.
Mas, como isso é possível! Como puderam em tão pouco tempo desmistificar a retórica universal de que o barco tem que sofrer avarias, deve ter prejuízos. Que as verbas são e devem ser deficitárias! Que tem que estar negativado para que as autoridades beneficiem-nas e os seus tutores posem de filantropos e pessoas dedicadas às causas nobres, principalmente na saúde de uma população sofrida e fadada às filas de atendimentos, os quais por vezes infinitas.
Isso não poderia acontecer, porque macularia o passado, denegririam a imagem daqueles que estiveram anteriormente à frente, mesmo que, sempre, apresentassem uma conta negativa e nunca uma solução superavitária!
Aqueles mesmos que tinham abandonado o barco nos anos anteriores, atiçados por seus egos feridos, soltaram seus fiéis serviçais, aliados a políticos inescrupulosos e que jamais se voltaram para a população para derrubarem e demonstrarem que o certo estava errado, que as contas positivas deveriam permanecer deficitárias, que as vidas salvas deveriam ser suplantadas por índices de mortalidade sem nenhum critério, sequer aceitando as regras dos órgãos competentes ou da própria natureza humana, não importando as consequências e o ferimentos às honras daqueles que se dedicaram tanto pela causa, depois de muitos anos.
Para isso, utilizaram de todas as formas de ataques e denúncias infundadas, utilizando-se dos venais e serviçais, no afã de atingirem seus objetivos. O caminho pouco importava, o resultado, sim!
E conseguiram assumir o timão do barco prometendo o mundo e o fundo sob a ótica de que uma administração outra seria implantada, que a população seria atendida a toque de caixa, que as demandas reprimidas seriam rapidamente repostas.
Enfim, prometeram tudo aquilo para que ficassem no auge da fama, utilizando-se, sem critérios, dos fundos previstos e da operacionalidade contratada, esquecendo-se, porém, que não se pode enganar a todos por todo o tempo.
Num espaço correspondente a uma gestação muar, o que era superavitário se tornou deficitário. Tratou-se, sim, de uma gestão malogra, empírica e sem nenhuma responsabilidade, principalmente porque querem atribuir à outrem o respectivo quadro, cujo quadrante nada mais é do que a total incompetência e irresponsabilidade na administração, pelos atuais.
Ousaram, assim, por intermédio da mídia afirmar que irão suspender os pagamentos devidos, inclusive os atuais, porque não conseguiram receber aquilo que as autoridades governamentais prometeram, mesmo batendo no peito que eram seus “amigos” e “correligionários” . E as obrigações sociais já debitadas dos funcionários e terceiros não serão pagas aos órgãos públicos competentes?
Nesse sentido, devem chamar a atenção das autoridades para que eles lhes deem um cheque em branco para tapar o déficit alcançado pela gestão (ção) muar. Pode ser! Aliás políticos são tão bobinhos e se curvarão para a catástrofe anunciada, pensando em angariar votos para a próxima. Mas isso nem sempre é possível a curto prazo!
Enquanto isso não acontece, a gestão(ção) muar irá se esconder de todos, principalmente daqueles que neles acreditaram, que apostaram fielmente em suas falsas palavras e promessas, mesmo que irresponsáveis e incompetentes. Que rufem os tambores!
