Aprender a sentir talvez seja uma das tarefas mais difíceis da vida. Muitas pessoas aprenderam desde cedo a esconder a tristeza, sufocar a dor, a negar o medo ou ter vergonha da própria vulnerabilidade. Com o tempo, deixam de reconhecer aquilo que sentem e passam apenas a reagir ao mundo.
Em relação às emoções, fomos ensinados a fingir, a fugir, a negar, a controlar, a aguentar; e isso adoece.
Não sofremos apenas pelo que vivemos, mas também pelo que não conseguimos reconhecer, nomear, subjetivar, simbolizar, identificar. Emoções que não encontram palavras não desaparecem; elas retornam como angústia, sintomas, ansiedade, repetições, vazios.
É preciso um letramento emocional, ou seja, relacionar-se com as suas emoções, afetos e sintomas. O que silenciamos se manifesta em forma de colapso emocional. Enquanto estivermos em esquiva emocional seguiremos adoecendo emocionalmente.
Sentir não é sinal de fraqueza. É uma capacidade humana que precisa ser vivenciada, acolhida, compreendida e elaborada. Quando aprendemos a escutar nossos afetos, deixamos de apenas sobreviver e começamos, de fato, a viver.
Por uma cultura de cuidados com a Saúde Mental.
Setembro Amarelo: de Setembro a Setembro.
