Muitas pessoas me perguntam: afinal, o que é inovação? Sempre respondo que inovar é desenvolver algo novo ou renovar algo, e me valido do que preconiza o Manual de Oslo (2005), documento produzido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que caracteriza a inovação em várias dimensões, incluindo o grau de novidade, o impacto e a fonte de inovação. O manual também conceitua quatro tipos de inovações: de produtos, de processos, organizacionais e de marketing.
Muitos pesquisadores defendem, na complexidade mercadológica em que vivemos, que é possível, mas difícil, uma empresa inovar sozinha. O fato é que existem territórios inovadores, dotados de interações institucionais, que intensificam as possibilidades de inovar, e que foram descritos a partir de percepções distintas sobre a importância dos agentes que compõem esses territórios.
Em 1968, o pesquisador argentino Sábato, observou o fenômeno da inovação, e criou o famoso Triangulo de Sábato, onde o pesquisador qualificava três agentes importantes para propiciar um meio inovador: o estado, a universidade e a empresa, colocando no pódio o estado como ator principal no processo de inovação.
Já Etzkovitz e Leydesdorff, na década de 1990, cunharam o termo tríplice hélice, que propõe uma relação dinâmica entre o governo, a universidade e a empresa, numa forte interação, que pode culminar em redes trilaterais e organizações híbridas. Na concepção dos autores, o agente principal seria a universidade.
Em 1992, Lundvall desenvolve o conceito de sistema nacional de inovação, que observa o desempenho inovativo não apenas pelo desempenho de empresas e organizações de ensino e pesquisa, mas também de como elas interagem entre si e com vários outros agentes.
O Sistema Nacional de Inovação defende a empresa como geradora de inovação, lembrando que inovação remete a um conceito econômico, da possibilidade de entregar um produto (ou serviço) novo ou renovado no mercado.
Para Mazzucatto (2014), ao verificar a importância dos sistemas de inovação, é possível afirmar que há uma diminuição nas barreiras entre cooperação pública e privada e cada vez mais a interação provoca novos conhecimentos, que pela própria interação, também se alastram em toda a economia.