Opinião

Onde investir em 2023?

"Antes de qualquer decisão de alocação, é de suma importância lembrar que você deve conhecer o seu perfil de investidor e tolerância ao risco"

Harion Camargo*
31/01/23 às 11h18

O ano de 2022 foi bem desafiador para mercado financeiro. Diversos acontecimentos interferiram para um cenário de maior volatilidade e incertezas, como o período eleitoral no Brasil, deflação local, altas na taxa de juros básica brasileira, panorama de ataques à Ucrânia, oscilações de preços das criptomoedas, e muitos outros casos.

E com o início deste ano, surge a reflexão de onde investir em 2023. A conjuntura para essa próxima fase que passaremos ainda é desafiadora no ramo dos investimentos, visto a macroeconomia global, questões de conflito na Europa, as incertezas da reabertura do mercado chinês, a hesitação da economia norte-americana e a mudança de política a ser praticada em nosso país.

A ideia dos juros altos ainda se mantém, visto a contenção da inflação, o que ainda favorece o cenário de renda fixa.

Antes de qualquer decisão de alocação, é de suma importância lembrar que você deve conhecer o seu perfil de investidor e tolerância ao risco. Afinal, em um cenário mais adverso, como você reage a rentabilidades negativas? Em adição, a noção de prazo de investimento sustentará a consistência do seu capital aplicado, diante do seu objetivo definido.

Para uma análise de produtos, a relação de risco e retorno nos investimentos é muito relevante e o mercado acionário e de renda variável seguirá a imprevisibilidade acentuada que se manteve no ano anterior. Portanto, os olhares dos especialistas continuam favoráveis para renda fixa e para o mercado de crédito privado.

Há diversos produtos e possibilidades para alocação nesse mercado, como por exemplo:

- Título comercializado no Tesouro Direto como o Tesouro Selic, Tesouro Pré Fixado, que são investimentos conservadores de horizonte de longo prazo.

- CDBs, para objetivos de curto, médio e longo prazo e até mesmo para reserva de emergência que remunerarão, na maior parte das vezes, um retorno acima da Selic.

- LCI e LCA, destinados àqueles investidores mais conservadores e que vão deixar o dinheiro parado por um determinado período e sem imposto de renda na operação.

- Fundos de Investimento, sendo ótimas opções diante os diferentes perfis de risco e cenários no qual um gestor profissional aloca o recurso dos investidores buscando um retorno mais expressivo no longo prazo.

Essas são algumas opções disponíveis no mercado que com certeza deveriam ser analisadas. Converse com seu assessor de investimentos, ou gerente do banco para verificar a prateleira de produtos para seu perfil.

Foto: Divulgação

 

*Harion Camargo é técnico em Gestão Logística, bacharel em Comércio Internacional e pós-graduado em Engenharia Financeira (FIA-SP). Possui curso intensivo em Business Supplementary pela Kaplan (Canadá) e estudou Economia Aplicada no MBA pela Fipe-SP. Mestrando em Administração com linha de pesquisa em finanças pelo Mackenzie.

 

 

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação

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