Opinião

Robôs humanoides: Uma realidade que impactará a sociedade

"É essencial garantir que essas máquinas sejam projetadas para servir o bem comum e não prejudicar ou substituir os seres humanos"

Cassio Betine*
23/07/23 às 09h56
Foto: Imagem criada por IA orientada por F7digitall

Os avanços tecnológicos têm nos proporcionado uma visão empolgante e futurística de um mundo habitado por robôs humanoides. Essas máquinas, projetadas com semelhança aos seres humanos, estão se tornando cada vez mais presentes em nossa realidade. 

Recentemente, foi noticiado que uma empresa chinesa já deu início a produção em série de 100 unidades de robôs desse tipo, com a intenção de suprir uma demanda de profissionais na área da saúde e de cuidados com idosos. Segundo a empresa, a população de idosos no País está ficando cada vez maior, podendo chegar a 400 milhões de pessoas com mais de 60 anos nos próximos 15 anos (hoje esse número é de 187 milhões) e, consequentemente, a escassez de profissionais na área cresce junto.

Devemos considerar que esse fenômeno não é exclusividade da China, mas sim de todo o mundo, e a possibilidade dessas máquinas substituírem diversas atividades humanas são reais. Mas apesar de ainda estarem em estágios iniciais de desenvolvimento, existem protótipos impressionantes que usam suas capacidades para atender determinadas demandas, como por exemplo, os robôs que Cingapura vem utilizando para diversas atividades sociais, como monitores de distanciamento entre as pessoas na época da pandemia e apoio policial em aeroportos.

E vai muito além; outras áreas em que os robôs humanoides podem ter um impacto no nosso dia a dia são nas tarefas domésticas. Imagine ter um assistente pessoal robótico capaz de realizar as atividades diárias, como limpar a casa, cozinhar e até mesmo cuidar dos animais de estimação. Isso liberaria um tempo precioso para as pessoas se dedicarem a outras atividades mais importantes.

Na área da saúde, essas máquinas podem desempenhar um papel crucial. Elas podem auxiliar em cirurgias delicadas, realizar tarefas repetitivas nos hospitais e até mesmo atuar como companheiros para pacientes em recuperação. No início deste ano, nos EUA, foi realizada a primeira cirurgia de transplante de fígado do mundo por um robô, que apesar de não ter a aparência de humanoide, articula membros sensíveis como se fossem braços e mãos dos cirurgiões.

No entanto, é importante considerar as implicações éticas e sociais desses avanços tecnológicos. À medida que os robôs humanoides se tornam mais sofisticados, questões como privacidade, segurança e desigualdade social precisam ser cuidadosamente abordadas. É essencial garantir que essas máquinas sejam projetadas para servir o bem comum e não prejudicar ou substituir os seres humanos. É o mínimo de bom senso que se espera.

Em resumo, os robôs humanoides são uma realidade que está se tornando cada vez mais presente em nossa sociedade, inclusive já estão sendo fabricados em série - como dito no início deste texto, e aos poucos vamos convivendo junto a eles, e vice-versa. De qualquer forma, o futuro com robôs assemelhados aos humanos circulando por aí promete ser empolgante, mas cautela e consciência também devem estar neste menu. E você, conviveria normalmente com um robô humanoide ao seu lado?

Foto: Divulgação

 

 

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

 

 

 

**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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