Os robôs já fazem parte de nossas vidas e podemos encontrá-los no formato de humanóides, de máquinas metálicas ou até mesmo de softwares (programas). Eles desempenham tarefas antes operadas por humanos, tanto em nível físico quanto cerebral e estão presentes na indústria, na medicina, na agricultura, nas áreas de atendimento, gestão de negócios, etc.
Mas uma área que os robôs estão despontando silenciosamente (e não damos muita conta disso), é na social. São os chamados robôs sociais, máquinas que interagem com humanos, geralmente de forma natural e amigável, usando linguagem, gestos, expressões faciais e exprimindo emoções. Eles podem ter diferentes formas, como animais de estimação e até humanos. Também têm diferentes funções, desde entretenimento, educação ou auxílio físico e mental para pessoas com deficiência ou idosos.
Singapura, um país asiático, já vem utilizando esses robôs para ajudar seus cidadãos no dia a dia. Durante a pandemia, por exemplo, eles colocaram essas máquinas em meio à população para orientar sobre o problema em questão e garantir o distanciamento social. Também já utilizam cães robôs que têm a função de ajudar policiais em diversas tarefas perigosas para cães reais.
Esses robôs sociais geralmente são controlados por inteligências artificiais generativas (aquelas que têm a capacidade de gerar autonomamente textos, imagens, etc), e que podem muitas vezes se passar por humanos em redes sociais e também podem ter objetivos diferentes, desde ajudar na comunicação e no lazer até manipular informações.
Houve já casos dessas IAs se passarem por CEO de uma empresa de garimpo de bitcoins e enganar centenas de pessoas tirando dinheiro delas. Esse tipo de robô “sem rosto” está cada vez mais difícil de ser identificado. Eles podem simular até mesmo o tipo de redação ou voz de uma pessoa.
O impacto dos robôs sociais na sociedade é um tema complexo e controverso, que envolve questões éticas, sociais, psicológicas e econômicas, porém, eles promovem alguns benefícios interessantes, como ajudar no aumento da qualidade de vida de pessoas solitárias, idosas ou com deficiências; facilitar a aprendizagem de novas habilidades ou idiomas, realizar tarefas perigosas para humanos e auxiliar na orientação e supervisão de atividades.
Por outro lado, alguns riscos são possíveis, como reduzir o contato humano e a sociabilidade; criar uma certa dependência emocional ou vício das máquinas; gerar conflitos de interesse ou de direitos entre humanos e robôs - assunto este que já vem sendo discutido em conselhos e câmaras políticas e sociais.
No futuro, inevitavelmente, os robôs sociais farão parte cada vez mais de nossas vidas. Se imagens de Guerra nas Estrelas ou Star Trek lhe vieram à mente, talvez seja por aí mesmo. Aguarde, é uma questão de tempo. Só para reforçar essa linha de pensamento, lembra de um brinquedinho eletrônico que as crianças tinham que tomar conta? Dar alimento, levar ao banheiro, por para dormir, etc.? Pois é, esse brinquedo já era um robozinho social que virou febre naquela ocasião. Agora, imagine esses “brinquedinhos” com inteligência?
