Na Copa do Mundo, não deixe de torcer pelo Brasil no futebol. A bandeira, o verde-amarelo e o hino são de todos os brasileiros, não têm dono. Quiseram sequestrar tais simbolos, achando que só eles são patriotas. Leia o que Rui Barbosa escreveu, a pátria somos nós.
Papai Noel é vermelho, cor detestada por bolsonaristas. Talvez busquem velhinhos vestidos como patriotas em Santa Cantarina, o estado em que o desempenho de Bolsonaro foi melhor nas urnas. Provavelmente, desprezarão a Lapônia.
Em Araçatuba, há a rua do Fico, comercial. Lá ninguém fica com ninguém. Trata-se de uma homenagem a Dom Pedro I. Os comerciantes daquela rua cruzaram os dois eventos, enfeitaram a rua com bandeirolas verde-amarelas, construíram um teto. Virou carnaval, mas é melhor do que nada, deixar a rua lambida, sem enfeite algum.
Já entendi por que o presidente derrotado não quer passar a faixa presidencial ao vencedor. Como ele se acha dono das cores do Brasil, que colorem a faixa presidencial, entregando a insígnia ao vencedor em primeiro de janeiro, ele acha que quem passa a ser o dono das cores será o Lula. E ele e os bolsonaristas terão de usar mesmo a cor preta, indicativa de luto.
Então, caro leitor, no Natal, esperamos que você reúna a família e traga toda a clã para terminar com desavenças familiares criadas por causa das eleições. O discurso do amor é mais operacional, o ódio é inoperante.
Há gente que é contra essa minha sugestão, mas eu guardo uma frase do falecido padre Lauro Franco dita na década de 80: Hélio, não deixe a política tomar conta de sua alma (ou vida). O perdão e a reconciliação cabem em qualquer espaço da vida.
No dia de Ano-Novo, comemora-se também o Dia Mundial da Paz, e Lula tomará posse da presidência da República. Com democracia e paz, o Brasil tem condições de resolver os seus problemas.
Saibamos passar por essas quatro efemérides com sabedoria.