Polícia

Cachorro morto dentro de carro vira caso de polícia

Tutor estava em um restaurante, teria retirado o corpo do animal de dentro do veículo após ser chamado a atenção e deixado na rua; disse que foi agredido

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
13/12/21 às 10h23

A Polícia Civil de Araçatuba (SP) vai instaurar inquérito para investigar denúncia de que um cachorro teria morrido dentro de um carro estacionado nas imediações de um restaurante na avenida Saudade, na noite de domingo (12).

Segundo o boletim de ocorrência, o corpo do animal foi encontrado pela polícia jogado em uma rua nas imediações. O tutor do animal, um advogado de 44 anos, alega que foi agredido e a mulher dele afirma que animal teria morrido pela manhã.

Policiais militares foram chamados em um posto de combustíveis ao lado desse restaurante por volta das 21h30, para atendimento a ocorrência de briga envolvendo dois homens, sendo que um deles estaria armado.

No local eles encontraram o advogado, que segundo a polícia, apresentava sinais de embriaguez. Ele estava acompanhado de um amigo que não se identificou para os policiais militares.

Morto

Enquanto conversavam com os dois, chegou ao local uma pessoa que se identificou e disse que o advogado estava com dois cachorros dentro do carro que havia estacionado no local havia um certo tempo. E segundo o denunciante, um desses cachorros havia morrido.

Ainda segundo essa testemunha, uma pessoa que estava pelo local teria visto o animal morto dentro do carro e passado a discutir com o advogado, que retirou o corpo do animal do veículo, saiu caminhando e retornou com as mãos vazias.

Confirmou

Segundo o boletim de ocorrência, o advogado confirmou que o cachorro dele havia morrido e disse que ele estaria dentro do carro, mas em vistoria no veículo, nada foi encontrado. Equipe que estava em apoio na ocorrência encontrou o corpo de um cachorro morto jogado na rua Maestro Zico Seabra.

Como havia denúncia de que seriam dois cachorros que estariam trancados dentro do carro, os policiais questionaram o advogado sobre o outro animal e ele não soube explicar, informando apenas que o outro animal estava na casa dele.

Equipe do Instituto de Criminalística foi acionada e realizou perícia no local em que foi encontrado o corpo do cão que havia morrido. Em seguida, o investigado foi levado para o plantão policial, onde prestou depoimento acompanhado de um advogado.

Investigação

A esposa do investigado também esteve na delegacia e informou que por volta das 11h, ou seja, no final da manhã, o marido dela havia lhe enviado mensagens avisando que a cachorra, chamada de "Maya", havia morrido. Ela apresentou cópias dessas mensagens.

Já o investigado alegou que teria sido agredido no local por um homem sem farda que teria se presentado como policial militar. Esse suposto policial teria desferido um tapa no rosto dele, o teria derrubado no chão, apontado a arma para o rosto dele e ameaçado matá-lo.

O advogado disse não conhecer a pessoa que o agrediu, mas os fatos teriam sido presenciados por uma testemunha. Ele informou que foi levado algemado para o plantão policial.

O advogado passaria por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) após ser liberado da delegacia e representou criminalmente contra o suposto agressor. O caso foi registrado como lesão corporal e ameaça.

Ainda segundo a polícia, o advogado se comprometeu em levar o corpo da cachorra ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) para passar por exame que poderá apontar a causa da morte do animal.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.